Acontecimentos ao longo do tempo
Como o registo se distribui no tempo. A altura de cada barra é o número de acontecimentos registados nessa década; a parte tracejada corresponde a acontecimentos cuja data ainda não foi verificada com uma fonte primária. Selecione uma década para saltar para ela na cronologia.
- 11890s1890s: 1 acontecimento
- 2 décadas sem acontecimentos registados (1900–1919)
- 11920s1920s: 1 acontecimento
- 31930s1930s: 3 acontecimentos
- 31940s1940s: 3 acontecimentos
- 41950s1950s: 4 acontecimentos
- 131960s1960s: 13 acontecimentos, 1 com data não verificada
- 71970s1970s: 7 acontecimentos, 1 com data não verificada
- 11980s1980s: 1 acontecimento, 1 com data não verificada
- 11990s1990s: 1 acontecimento
- 2000s
- 42010s2010s: 4 acontecimentos
- 12020s2020s: 1 acontecimento
Sobre
Conjunto de dados em elaboração, compilado de fontes públicas (ver referências). Caracterizações contestadas são atribuídas a seus autores — nunca afirmadas na voz do próprio site — e datas ainda não verificadas contra fonte primária carregam um sinal ?. Limites conhecidos deste retrato: os anos de publicação de vários livros divergem entre as fontes de referência e são sinalizados obra a obra, em vez de escolhidos silenciosamente; os obituários de imprensa de 1978 estão atestados via bibliografia acadêmica, enquanto as próprias páginas de jornal aguardam captura (a Hemeroteca Digital, memoria.bn.gov.br, é geobloqueada fora do Brasil); olavodecarvalho.org serve hoje conteúdo sequestrado, de modo que os textos de Olavo de Carvalho sobre Corção aguardam captura via Wayback ou em papel e estão representados aqui apenas pelo corpus de transcrições de aulas; e o fio do regime militar é registrado como enquadramentos atribuídos nas duas direções — a bibliografia crítica nomeia seu papel, os perfis simpáticos o omitem, e este conjunto de dados registra ambos sem arbitrar.
- Quem ele foi
- Gustavo Corção Braga (1896–1978): escritor católico, engenheiro e polemista brasileiro — convertido adulto (1939), colunista dos grandes jornais do Rio de Janeiro por mais de três décadas e fundador da associação, revista e editora Permanência (1968).[1] [5]
- Nascimento
- 17 de dezembro de 1896, Rio de Janeiro (então Distrito Federal), filho de Francisco Braga, contador, e Graciete Corção Braga, professora.[1]
- Morte
- 6 de julho de 1978, Rio de Janeiro. A cobertura de obituário no Jornal do Brasil e em O Globo de 7 de julho de 1978 — incluindo um obituário dele por Alceu Amoroso Lima — está atestada via bibliografia de Jalles de Paula; as próprias páginas de jornal aguardam captura, estando a Hemeroteca Digital geobloqueada fora do Brasil.[1] [6]
- Conversão
- 1939, a partir da crise que se seguiu à morte de sua primeira esposa (1936), por leituras de Chesterton e Maritain e por Carlos Chagas Filho, que o apresentou a Alceu Amoroso Lima, então presidente do Centro Dom Vital. Estudou tomismo e depois teologia no Mosteiro de São Bento, onde se tornou oblato beneditino sob o nome de Paulo.[1] [5]
- Carreira de engenheiro
- Deixou a Escola Politécnica no último ano (1920); assistente de astronomia ali a partir de 1925; radiotelegrafia na Radiobrás de 1926 a 1937; professor de eletrônica na Escola Técnica do Exército (o atual IME) a partir de 1935; professor da Faculdade Nacional de Engenharia a partir de 1951; aposentou-se dos três postos em 1966.[1]
- Casamentos
- Primeiro, Diva Paiva, falecida em 1936, com dois filhos (nomeados Mabel e Rogério apenas pela Wikipédia em português — fonte única, não verificado); segundo, Hebe Nathanson Ferreira da Silva, com quatro filhos.[1] [13]
- Plataformas na imprensa
- Diário de Notícias a partir de 1944 (colunista de 1953 a 1967 na periodização de Jalles de Paula); Tribuna da Imprensa de 1949 a 1952, a convite de Carlos Lacerda; O Estado de S. Paulo a partir de 1954, Correio do Povo a partir de 1956, Gazeta do Povo e A Tarde a partir de 1960; O Globo de 11 de abril de 1968 até a morte, escrevendo às quintas e aos sábados.[1] [5] [4]
- Obras principais
- A Descoberta do Outro (Agir, 1944; narrativa de conversão); Três Alqueires e Uma Vaca (Agir, 1946 — 1945 segundo o DHBB); Lições de Abismo (Agir, 1950; seu único romance); As Fronteiras da Técnica (Agir — ano discordante entre as fontes: 1951 DHBB, 1952 bibliografia da BN, 1953 ANPUH, 1954 Permanência); Dez Anos (Agir, 1956); Claro Escuro (Agir, 1958); Machado de Assis (Agir, 1959); Patriotismo e Nacionalismo (Ed. Presença, 1960 — fonte única); O Desconcerto do Mundo (Agir, 1965 — 1964 segundo o DHBB, 1961 segundo a ANPUH); Dois Amores, Duas Cidades (Agir, 1967, 2 vols.); A Tempo e Contratempo (Permanência, 1969); Progresso e Progressismo (1970 segundo o site de Permanência, 1974 segundo a bibliografia da BN); O Século do Nada (Record, 1973); postumamente, Conversa em Sol Menor (memórias, 1980 — ano de fonte única) e As Descontinuidades da Criação (Permanência, 1992).[1] [10] [7] [5] [14]
- Prêmios e honrarias
- Um prêmio por Lições de Abismo cujo nome e ano são contestados (UNESCO 1955 segundo o DHBB, UNESCO 1954 segundo a bibliografia de Permanência, IBCC 1954 segundo a Wikipédia em português); o prêmio do Instituto Nacional do Livro, 1974, por O Século do Nada; e uma candidatura ao Nobel em 1965 proposta por Manuel Bandeira, relatada apenas por fontes simpáticas e secundárias — sinalizada.[1] [10] [13] [11]
- Permanência
- Fundada por Corção com intelectuais que haviam deixado o Centro Dom Vital com ele: uma conferência pública de lançamento em agosto de 1968 (datada pela imprensa via O Globo de 19 de agosto de 1968) e uma fundação religiosa em 29 de setembro de 1968, com missa do cardeal Jaime Câmara — a data que a própria Permanência guarda. Associação, revista e editora a um só tempo; ainda ativa hoje sob continuadores que se descrevem em termos tradicionalistas.[5] [8] [9]
- Rupturas documentadas
- Com Alceu Amoroso Lima e o Centro Dom Vital (1963, levando consigo cerca de 200 associados); com Jacques Maritain, 'seu mestre de conversão', datada por Jalles de Paula nos anos do Vaticano II; com a hierarquia do Rio, nos embates públicos com Dom Eugênio Sales (1972 e 1973); e com a Congregação Beneditina Brasileira (julho de 1974). Nenhuma ruptura Corção–TFP está documentada nas fontes alcançadas — ver a seção de desambiguação para os três enquadramentos dessa relação.[1] [5] [6]
Cronologia
Principais acontecimentos em ordem cronológica. Uma marca ? indica datas ainda não verificadas com uma fonte primária.
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18961896-12-17
Vida, formação e carreiraRio de Janeiro, Brasil
Nascimento de Gustavo Corção Braga
Nasce no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, filho de Francisco Braga, contador, e Graciete Corção Braga, professora que dirigia o Colégio Corção, onde ele mais tarde daria aulas ainda estudante.[1]
- 2 décadas sem acontecimentos registados (1900–1919)
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19201913–1920
Vida, formação e carreiraRio de Janeiro, Brasil
Anos de Escola Politécnica; abandona no último ano
Estuda no Colégio Pedro II e depois na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, abandonando o último ano de engenharia em 1920. Como estudante lê O Capital, aprende alemão e simpatiza com o marxismo — fase que sua narrativa de conversão mais tarde revisitaria.[1]
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1935
Vida, formação e carreiraRio de Janeiro, Brasil
Professor de eletrônica na Escola Técnica do Exército
Nomeado professor de eletrônica na Escola Técnica do Exército, o futuro Instituto Militar de Engenharia (IME), depois de uma década de radiotelegrafia na Radiobrás e de uma assistência de astronomia na Politécnica (1925, a convite de Manuel Amoroso Costa).[1]
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1936
Vida, formação e carreiraRio de Janeiro, Brasil
Morte da primeira esposa, Diva Paiva
Morre Diva Paiva, deixando dois filhos. O verbete do DHBB situa aqui a crise existencial por trás de sua conversão três anos depois.[1]
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1939
Vida, formação e carreiraDisputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
Conversão ao catolicismo; primeiro artigo em A Ordem
Converte-se por leituras de Chesterton e Maritain e por Carlos Chagas Filho, que o apresenta a Alceu Amoroso Lima, presidente do Centro Dom Vital. Seu primeiro artigo — uma crítica à literatura infantil de Monteiro Lobato — sai no mesmo ano em A Ordem, a revista do Centro. Estuda tomismo e depois teologia no Mosteiro de São Bento, tornando-se oblato beneditino sob o nome de Paulo.[1] [5]
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1944
Obras e recepçãoImprensa, política e o regime militarRio de Janeiro, Brasil
A Descoberta do Outro (Agir); começa a escrever no Diário de Notícias
Publica pela Agir sua narrativa de conversão, A Descoberta do Outro, aclamada de imediato — o memorial de Júlio Fleichman recorda que o comparavam a Machado de Assis — e começa a colaborar no Diário de Notícias. O livro foi depois traduzido para o inglês, o espanhol e o francês, e as reedições estampam a carta de Jacques Maritain a ele.[1] [9] [10]
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1945
Imprensa, política e o regime militarVida, formação e carreiraRio de Janeiro, Brasil
Adere à campanha da Resistência Democrática contra o Estado Novo
Participa da campanha da Resistência Democrática contra o Estado Novo. O memorial de Fleichman situa nesse meio seu próprio primeiro encontro com Corção.[1] [9]
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19491949–1952
Imprensa, política e o regime militarRio de Janeiro, Brasil
Colunista da Tribuna da Imprensa, a convite de Carlos Lacerda
Escreve na Tribuna da Imprensa de Carlos Lacerda de 1949 a 1952 (os anos de coluna segundo Jalles de Paula). O DHBB credita a Corção e Alceu Amoroso Lima, juntos, a conversão de Lacerda ao catolicismo, numa amizade que datava dos anos 1940.[1] [5]
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1950
Obras e recepçãoRio de Janeiro, Brasil
Lições de Abismo (Agir), seu único romance
Publica Lições de Abismo, amplamente traduzido. O prêmio que recebeu é contestado entre as fontes: o DHBB fala de um prêmio da UNESCO em 1955, a bibliografia de Permanência de um prêmio da UNESCO em 1954, e a Wikipédia em português de um prêmio do IBCC em 1954 — registrado aqui como discordância, não resolvido.[1] [10] [13]
O ano do livro, 1950, é consistente entre as fontes; o nome e o ano do prêmio não são (UNESCO 1955 segundo o DHBB; UNESCO 1954 segundo Permanência; IBCC 1954 segundo a pt.wikipedia).
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19511951–1953
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosVida, formação e carreiraRio de Janeiro, Brasil
Dirige o Centro Dom Vital durante a ausência de Alceu Amoroso Lima
Com Alceu em Washington desde 1951, Corção assume a direção do Centro Dom Vital, imprimindo-lhe — nas palavras do DHBB — 'uma orientação profundamente conservadora'. No retorno de Alceu, em 1953, registra o DHBB, 'as divergências entre ambos deflagraram uma aguda crise interna no centro'. No mesmo ano torna-se colunista do Diário de Notícias (1953–1967 na periodização de Jalles de Paula) e, desde 1951, professor da Faculdade Nacional de Engenharia.[1] [2] [5]
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19541954–1960
Imprensa, política e o regime militarBrasil
Sua coluna se espalha pela imprensa brasileira
A colaboração se amplia: O Estado de S. Paulo a partir de 1954, Correio do Povo a partir de 1956, Gazeta do Povo e A Tarde a partir de 1960.[1]
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19591959-08-09
Obras e recepçãoDisputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
Jacques Maritain escreve a Corção
A carta de Maritain a Corção, de 9 de agosto de 1959 — um fac-símile está estampado no dossiê da Revista do Livro n.57, da Biblioteca Nacional. Jalles de Paula data dos anos do Vaticano II a ruptura posterior de Corção com 'seu mestre de conversão', e O Século do Nada (1973) ataca Maritain diretamente (este último ponto via a cronologia de um admirador — fonte secundária simpática).[7] [5] [14]
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1963
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
Deixa o Centro Dom Vital com cerca de 200 associados
Depois da página de Alceu Amoroso Lima no Jornal do Brasil em defesa da Igreja do diálogo — 'uma espécie de Encíclica do Alceu', na frase de Corção recordada por Fleichman —, Corção, então vice-presidente do Centro Dom Vital e editor de A Ordem, deixa o Centro levando cerca de 200 associados. A leitura contemporânea de Alceu, citada por Jalles de Paula: 'o medo da liberdade e o culto da autoridade tornaram-se as bases dos argumentos' de Corção. O memorial de Fleichman põe o cardeal Jaime Câmara ao lado do grupo de Corção ('vocês fiquem, quem vai sair é ele') — testemunho do lado de Permanência, rotulado.[1] [2] [9] [4] [7]
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1964
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
A Ordem deixa de circular; o Centro Dom Vital declina
A Ordem, revista do Centro Dom Vital, deixa de circular 'devido a divergências entre seus colaboradores' (DHBB). Alceu Amoroso Lima deixa a presidência do Centro em 1966; o DHBB registra o declínio do Centro daí em diante.[2]
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19641964-04-03
Imprensa, política e o regime militarRio de Janeiro, Brasil
Saúda o golpe de 1964 no Diário de Notícias
Em colunas de 3 e 5 de abril de 1964, citadas por Jalles de Paula, Corção saúda o movimento militar como o 'triunfo da democracia' e argumenta contra restaurar 'os direitos que eles mesmos, violentamente, destruíram'. Sua fórmula-síntese, citada no DHBB: o movimento 'possibilitou, com um mínimo de choques, libertarmo-nos da sarna esquerdista que já estava no poder'. As caracterizações do que isso fez dele são atribuídas nas duas direções neste conjunto de dados — ver a seção de desambiguação.[4] [1]
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19651965–1966
Imprensa, política e o regime militarDisputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
A opção pela linha-dura; campanhas contra Alceu, Dom Hélder e Sobral Pinto
Jalles de Paula documenta a virada: sobre o habeas corpus de Arraes, em 28 de outubro de 1965, 'Acima do STF está o espírito democrático da Revolução'; uma crônica de 16 de setembro acusa Alceu Amoroso Lima de incitar a juventude 'pela causa comunista'; seguem-se campanhas contra Dom Hélder Câmara e até Sobral Pinto. A tese de Jalles — de que Corção foi 'um dos artífices' da legitimação das bases antidemocráticas do regime — é leitura dele, registrada aqui como tal; os perfis admiradores omitem esse fio por inteiro, o que também fica registrado.[4] [11]
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1967 ?
Imprensa, política e o regime militarVida, formação e carreiraRio de Janeiro, Brasil
Encerra a colaboração no Diário de Notícias; entra para o Conselho Federal de Cultura
O DHBB o dá encerrando a colaboração no Diário de Notícias em 1967 e ingressando no recém-criado Conselho Federal de Cultura no mesmo ano; Jalles de Paula o dá deixando o jornal em março de 1968.[1] [4]
1967 segundo o DHBB; março de 1968 segundo Jalles de Paula — uma discrepância menor que as fontes não conciliam, então o sinal permanece.
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19681968-04-11
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19681968-08
PermanênciaRio de Janeiro, Brasil
Lançamento público de Permanência lota o auditório do MEC
A conferência de Corção para o lançamento da 'associação cultural católica Permanência' lota o auditório do Ministério da Educação. O Globo de 19 de agosto de 1968, citado por Jalles de Paula, noticia como objetivo 'o combate às confusões e deformações da Igreja no Brasil, introduzidas pela chamada ala progressista do clero'.[5] [4] [9]
Agosto de 1968 é a data de lançamento ancorada na imprensa (O Globo, 19 de agosto de 1968, via Jalles de Paula). A data de fundação da própria Permanência é 29 de setembro de 1968 — ver esse evento; o próprio Fleichman distingue uma fundação política (a conferência), uma fundação jurídica (seu próprio ato) e uma fundação religiosa (a missa do cardeal).
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19681968-09-14
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosPermanênciaRio de Janeiro, Brasil
Carta aberta ao núncio, Dom Sebastiano Baggio
Corção e seus partidários assinam uma carta aberta ao núncio apostólico denunciando a recepção, que chamam 'deturpada', do Concílio no Brasil.[5]
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19681968-09-29
PermanênciaRio de Janeiro, Brasil
Fundação religiosa de Permanência, com missa do cardeal Jaime Câmara
A data que a própria Permanência guarda como sua fundação: 'Fundada em 29 de Setembro de 1968, por Gustavo Corção e diversos intelectuais católicos egressos do Centro Dom Vital', na festa de São Miguel, com missa de fundação celebrada pelo cardeal Jaime Câmara.[8] [9]
29 de setembro de 1968 é a data oficial da própria Permanência, ecoada por fontes simpáticas; o lançamento público ancorado na imprensa foi em agosto de 1968 (evento anterior). A data exata do primeiro número da revista não foi verificada em lugar algum nesta sessão — a âncora de imprensa mais antiga é O Cruzeiro de 12 de outubro de 1968 noticiando o lançamento.
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19681968-10-12
PermanênciaObras e recepçãoRio de Janeiro, Brasil
O Cruzeiro noticia o lançamento da revista Permanência
O Cruzeiro de 12 de outubro de 1968, citado por Jalles de Paula, noticia a revista lançada com 1.000 assinantes, esperando Corção chegar a 5.000. A revista era dirigida por Alfredo Lage.[6]
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1969
PermanênciaObras e recepçãoRio de Janeiro, Brasil
A Tempo e Contratempo, primeiro título do selo próprio de Permanência; começa a presidência de Fleichman
Permanência publica A Tempo e Contratempo, de Corção, sob selo próprio. Júlio Fleichman preside Permanência e sua editora de 1969 a 2003/04, segundo o relato da própria Permanência.[10] [8]
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19691969-02-01
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosImprensa, política e o regime militarRio de Janeiro, Brasil
A campanha do Colégio Sion: 'Colégios católicos que se fecham'
Abre a campanha em torno do Colégio Sion com a crônica 'Colégios católicos que se fecham' — 'com conseqüências nefastas para a instituição', na avaliação de Jalles de Paula.[5]
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19691969-11
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosImprensa, política e o regime militarPermanênciaRio de Janeiro, Brasil
Campanha contra os dominicanos; convergência com antigos adversários do meio da TFP
Depois das prisões dos frades dominicanos, Corção faz campanha contra a ordem. Jalles de Paula: 'Corção não estava sozinho nessa batalha: a TFP e o grupo da revista Hora Presente comungavam as mesmas idéias. Unindo-se a antigos adversários, Corção rompia mais uma vez com o conservador que fora nos anos 1950.' Trata-se de uma convergência com antigos adversários dos anos 1950, no enquadramento de Jalles — não de uma ruptura com a TFP, da qual nenhum documento foi encontrado; ver a seção de desambiguação para os três enquadramentos da relação Corção–TFP.[5]
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19701970-05
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosBrasil
Documento de mais de 200 leigos à assembleia da CNBB
Um documento assinado por mais de 200 leigos encabeçados por Corção é enviado à assembleia da CNBB denunciando a infiltração marxista na Igreja; não chega a ser discutido, 'por falta de tempo hábil'.[5]
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19721972-01-27
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
Primeiro embate público com Dom Eugênio Sales
'Dialogando com o meu Pastor', de Corção (27 de janeiro de 1972), abre o primeiro embate público com o novo arcebispo do Rio. Roberto Marinho intercede publicamente por 'o respeito à hierarquia' (O Globo, 5 de fevereiro de 1972, via Jalles de Paula).[5]
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1973
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19731973-01-22
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
Segundo embate com a hierarquia; a nota da Cúria contra ele
Corção, 22 de janeiro de 1973: 'são os Bispos… que estão comandando a destruição da autoridade… a comunização, a pulverização da Igreja'. A nota da Cúria do Rio (O Globo, 2 de fevereiro de 1973) exorta os fiéis 'a não seguirem, em matéria religiosa, orientação de pessoas que… hoje se excedem'; segue-se um desagravo em apoio a Corção com mais de 100 assinaturas (O Globo, 10 de fevereiro de 1973). Tudo via as citações que Jalles de Paula faz dos arquivos de O Globo.[5]
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19741974-07-01
Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
Ruptura com a Congregação Beneditina Brasileira
Uma troca pública no Jornal do Brasil de 1º de julho de 1974 marca a ruptura oficial entre Corção — oblato beneditino desde os anos de sua conversão — e a Congregação Beneditina Brasileira: 'romperiam oficialmente suas relações na década de 1970' (Jalles de Paula).[6]
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1974early–mid 1970s ?
Vida, formação e carreiraDisputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinosRio de Janeiro, Brasil
Cegueira progressiva; contatos relatados com o arcebispo Lefebvre e Dom Castro Mayer
O DHBB registra sua perda progressiva da visão nos anos 1970, estreitando sua escrita aos temas de Igreja. O Centro Dom Bosco — fonte tradicionalista simpática, e a única alcançada para essas afirmações — relata um encontro com o arcebispo Marcel Lefebvre no início dos anos 1970 e colaboração com Dom Antônio de Castro Mayer, chamando Corção 'decisivo na preservação da Missa de Sempre no Brasil'. Fonte única, atribuído, não verificado.[1] [11]
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19781978-07-06
Vida, formação e carreiraRio de Janeiro, Brasil
Morte de Gustavo Corção
Morre em 6 de julho de 1978. O Jornal do Brasil e O Globo noticiam a morte em 7 de julho; Alceu Amoroso Lima — seu adversário de quinze anos — 'lhe dedicou um obituário belíssimo no Jornal do Brasil' (Jalles de Paula). A Wikipédia em português acrescenta a morte no Cosme Velho e uma missa de sétimo dia em 14 de julho de 1978 na São Judas Tadeu, com a presença de Alceu, Sobral Pinto e figuras militares — plausível, mas apoiado na citação que a Wikipédia faz dos arquivos de O Globo, de modo que esse detalhe permanece sinalizado.[1] [6] [13]
A data da morte está verificada (DHBB). As próprias páginas de obituário estão atestadas via as citações de Jalles de Paula; a captura direta aguarda acesso à Hemeroteca Digital, geobloqueada fora do Brasil. A missa de sétimo dia de 14 de julho é de fonte única (pt.wikipedia).
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1980 ?
Obras e recepçãoRio de Janeiro, Brasil
Memórias póstumas: Conversa em Sol Menor
Suas memórias, Conversa em Sol Menor, saem postumamente. O ano de 1980 repousa numa única fonte simpática (a cronologia de um admirador), então o sinal permanece.[14]
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1992
Obras e recepçãoPermanênciaRio de Janeiro, Brasil
As Descontinuidades da Criação publicado pela Permanência
Permanência publica o póstumo As Descontinuidades da Criação.[10]
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2010
Obras e recepçãoSão Paulo, Brasil
Melhores Crônicas — Gustavo Corção (Global)
A Global publica Melhores Crônicas — Gustavo Corção, organizado por Luis Paulo Horta — o primeiro grande retorno de sua obra a uma editora comercial.[7]
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20122012-01-21
Obras e recepçãoBrasil
Recepção no corpus do COF: uma resposta de Permanência a Olavo de Carvalho discutida em aula
Numa aula de 21 de janeiro de 2012 (transcrição comunitária COF138, revisada), Olavo de Carvalho discute uma resposta a ele por Dom Lourenço Fleichman publicada na revista Permanência — recepção correndo nas duas direções entre os continuadores de Corção e o filósofo que se dizia leitor e admirador de Corção. Registrado aqui como paráfrase do arquivo de transcrição; a citação literal aguarda verificação de áudio, conforme a regra do próprio corpus.[17]
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20152015-01-17
Obras e recepçãoEstados Unidos
Recepção no corpus do COF: as obras e os últimos anos de Corção discutidos em aula
Numa aula de 17 de janeiro de 2015 (transcrição comunitária COF279, revisada), Olavo de Carvalho discute as obras de Corção e, em seu relato, refere que a família teria afirmado que Corção 'morreu doido' — afirmação sobre a qual ele próprio sinaliza dúvida na mesma passagem. Duplamente atribuído aqui (Olavo relatando o que a família teria afirmado) e não afirmado por ninguém neste conjunto de dados; apenas paráfrase, com verificação de áudio pendente para qualquer citação.[17]
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20182012–2020
Obras e recepçãoPermanênciaRio de Janeiro, Brasil
As edições comemorativas e acadêmicas de Permanência
Permanência publica Gustavo Corção tomista (2012, org. Lourenço Fleichman), Uma teologia da história (2015), A Igreja Católica e a Outra (2018, 'Edição comemorativa dos 50 anos de fundação de Permanência') e a tese de Maurício Barcellos na UFRJ como Gustavo Corção — A crítica do amor puro (2020). Uma reedição moderna das obras completas (~10 volumes) está atestada na Vide Editorial via páginas de varejo; as páginas da editora estavam bloqueadas contra robôs nesta sessão, então essa edição permanece marcada a verificar.[7] [10] [15]
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2023
Obras e recepçãoRio de Janeiro, Brasil
A Revista do Livro, da Biblioteca Nacional, traz um dossiê Corção
A Revista do Livro n.57 (ano 21, 2023), revista da Fundação Biblioteca Nacional, traz um dossiê sobre Corção, incluindo trabalho de Maurício Barcellos e o fac-símile da carta de Maritain de 1959.[7]
Nenhum acontecimento corresponde. Limpe a busca ou reative uma narrativa.
Narrativas paralelas
A cronologia lida como narrativas paralelas: uma linha por faixa, uma coluna por década, e em cada célula o número de acontecimentos dessa faixa nessa década. Um acontecimento que pertence a várias narrativas é contado em cada uma, pelo que as linhas somam mais do que o total de acontecimentos. Selecione um número para ir a essa década na cronologia.
Estas faixas são uma leitura editorial de uma cronologia contestada, não um fato neutro. Um evento pode figurar em mais de uma faixa, e a ausência de uma faixa não é uma afirmação de irrelevância. A faixa imprensa-e-regime, em particular, reúne caracterizações atribuídas nas duas direções — a da bibliografia crítica e a dos admiradores — e não arbitra nenhuma.
| Narrativa | 1890s | 2 décadas sem acontecimentos registados (1900–1919) | 1920s | 1930s | 1940s | 1950s | 1960s | 1970s | 1980s | 1990s | 2000s | 2010s | 2020s | Acontecimentos |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vida, formação e carreira | 1Vida, formação e carreira, 1890s: 1 acontecimento | 1Vida, formação e carreira, 1920s: 1 acontecimento | 3Vida, formação e carreira, 1930s: 3 acontecimentos | 1Vida, formação e carreira, 1940s: 1 acontecimento | 1Vida, formação e carreira, 1950s: 1 acontecimento | 1Vida, formação e carreira, 1960s: 1 acontecimento, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | 2Vida, formação e carreira, 1970s: 2 acontecimentos, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | Vida, formação e carreira, 1980s: sem acontecimentos registados | Vida, formação e carreira, 1990s: sem acontecimentos registados | Vida, formação e carreira, 2000s: sem acontecimentos registados | Vida, formação e carreira, 2010s: sem acontecimentos registados | Vida, formação e carreira, 2020s: sem acontecimentos registados | 10 | |
| Imprensa, política e o regime militar | Imprensa, política e o regime militar, 1890s: sem acontecimentos registados | Imprensa, política e o regime militar, 1920s: sem acontecimentos registados | Imprensa, política e o regime militar, 1930s: sem acontecimentos registados | 3Imprensa, política e o regime militar, 1940s: 3 acontecimentos | 1Imprensa, política e o regime militar, 1950s: 1 acontecimento | 6Imprensa, política e o regime militar, 1960s: 6 acontecimentos, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | Imprensa, política e o regime militar, 1970s: sem acontecimentos registados | Imprensa, política e o regime militar, 1980s: sem acontecimentos registados | Imprensa, política e o regime militar, 1990s: sem acontecimentos registados | Imprensa, política e o regime militar, 2000s: sem acontecimentos registados | Imprensa, política e o regime militar, 2010s: sem acontecimentos registados | Imprensa, política e o regime militar, 2020s: sem acontecimentos registados | 10 | |
| Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos | Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1890s: sem acontecimentos registados | Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1920s: sem acontecimentos registados | 1Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1930s: 1 acontecimento | Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1940s: sem acontecimentos registados | 2Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1950s: 2 acontecimentos | 6Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1960s: 6 acontecimentos | 5Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1970s: 5 acontecimentos, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1980s: sem acontecimentos registados | Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 1990s: sem acontecimentos registados | Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 2000s: sem acontecimentos registados | Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 2010s: sem acontecimentos registados | Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos, 2020s: sem acontecimentos registados | 14 | |
| Permanência | Permanência, 1890s: sem acontecimentos registados | Permanência, 1920s: sem acontecimentos registados | Permanência, 1930s: sem acontecimentos registados | Permanência, 1940s: sem acontecimentos registados | Permanência, 1950s: sem acontecimentos registados | 6Permanência, 1960s: 6 acontecimentos | Permanência, 1970s: sem acontecimentos registados | Permanência, 1980s: sem acontecimentos registados | 1Permanência, 1990s: 1 acontecimento | Permanência, 2000s: sem acontecimentos registados | 1Permanência, 2010s: 1 acontecimento | Permanência, 2020s: sem acontecimentos registados | 8 | |
| Obras e recepção | Obras e recepção, 1890s: sem acontecimentos registados | Obras e recepção, 1920s: sem acontecimentos registados | Obras e recepção, 1930s: sem acontecimentos registados | 1Obras e recepção, 1940s: 1 acontecimento | 2Obras e recepção, 1950s: 2 acontecimentos | 2Obras e recepção, 1960s: 2 acontecimentos | 1Obras e recepção, 1970s: 1 acontecimento | 1Obras e recepção, 1980s: 1 acontecimento, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | 1Obras e recepção, 1990s: 1 acontecimento | Obras e recepção, 2000s: sem acontecimentos registados | 4Obras e recepção, 2010s: 4 acontecimentos | 1Obras e recepção, 2020s: 1 acontecimento | 13 |
Em que se fundamenta cada faixa
- Vida, formação e carreira — A periodização do verbete biográfico do DHBB (CPDOC/FGV), que os eventos de vida aqui seguem.[1]
- Imprensa, política e o regime militar — Os estudos de Jalles de Paula sobre as crônicas de Corção na imprensa (1953–1975), que periodizam sua carreira jornalística e suas posições nos anos do regime. Sua leitura do 'apóstolo da linha-dura' é dele próprio; a omissão desse fio nos perfis admiradores está documentada ao lado.[4] [11]
- Disputas católicas — Centro Dom Vital, Vaticano II, hierarquia, beneditinos — O relato de Jalles de Paula sobre Corção e a recepção do Vaticano II no Brasil (ANPUH 2011), cruzado com o verbete do Centro Dom Vital no DHBB e com a narrativa da própria Permanência.[5] [2] [9]
- Permanência — O autorrelato institucional de Permanência e a datação ancorada na imprensa de Jalles de Paula, mantidas lado a lado onde divergem (notadamente na data de fundação).[8] [5]
- Obras e recepção — As bibliografias — a da própria Permanência e a do dossiê da Biblioteca Nacional — mais os loci de recepção no corpus de transcrições de aulas do COF. Anos de publicação discordantes entre as fontes são sinalizados obra a obra.[10] [7] [17]
Figuras-chave
Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataíde)
1893–1983 · Brasil
Intelectual católico, presidente do Centro Dom Vital desde 1928; padrinho de Corção nas letras católicas em 1939 e seu principal adversário depois de 1953/1963. As duas direções estão documentadas: as campanhas de imprensa de Corção contra ele (a crônica de 16 de setembro acusando-o de incitar a juventude 'pela causa comunista', segundo Jalles de Paula) e a leitura de Alceu sobre Corção ('o medo da liberdade e o culto da autoridade'). Alceu ainda assim escreveu o obituário de Corção no Jornal do Brasil e, segundo um detalhe de fonte única da Wikipédia, esteve na missa de sétimo dia.[3] [4] [6] [13]
Plinio Corrêa de Oliveira
1908–1995 · Brasil
Fundador da TFP (1960). Sua relação com Corção é matéria de tradicionalismos paralelos, por vezes convergentes, enquadrada de três maneiras pelas fontes: o DHBB lista Corção como colaborador de publicações que vincula à TFP, incluindo Permanência; a história da própria Permanência nunca menciona a TFP; e Jalles de Paula chama o meio da TFP de 'antigos adversários' de Corção, aos quais ele se uniu por volta de 1969. Nenhum documento primário de uma ruptura Corção–Plinio foi encontrado nas fontes alcançadas — ver a seção de desambiguação.[1] [8] [5]
Júlio Fleichman
1928–2005 · Brasil
Judeu convertido ao catolicismo (batizado por Dom Marcos Barbosa), principal colaborador de Corção, fundador jurídico de Permanência e seu presidente de 1969 a 2003/04. Sua longa entrevista é o memorial central, do lado de Permanência, de toda a história — testemunho, usado aqui apenas como perspectiva atribuída.[9] [8]
Alfredo Lage
Brasil
Diretor da revista Permanência em seu lançamento de 1968; nomeado no memorial de Fleichman entre os mentores do Centro Dom Vital em torno de Corção, com Fernando Carneiro e Fábio Alves Ribeiro.[6] [9]
Dom Lourenço Fleichman, OSB
Brasil
Filho de Júlio Fleichman, beneditino do Mosteiro da Santa Cruz (Nova Friburgo); celebra a Missa Tridentina na Capela São Miguel Arcanjo, de Permanência, organizou Gustavo Corção tomista (2012) e é a atual referência espiritual dos continuadores — segundo as páginas da própria Permanência e do mosteiro, autodescrições tradicionalistas rotuladas como tais.[8] [12]
Dom Jaime de Barros Câmara
1894–1971 · Brasil
Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro. Segundo o memorial de Fleichman — testemunho do lado de Permanência —, ficou com o grupo de Corção na disputa do Centro Dom Vital ('vocês fiquem, quem vai sair é ele') e celebrou a missa de fundação de Permanência em 29 de setembro de 1968.[9] [8]
Dom Eugênio Sales
1920–2012 · Brasil
Arcebispo do Rio de Janeiro a partir de 1971. Seu lado no embate de 1972 e a nota da Cúria de 1973 exortando os fiéis a não seguirem 'pessoas que… hoje se excedem' constituem o distanciamento público formal da hierarquia em relação a Corção.[5]
Carlos Lacerda
1914–1977 · Brasil
Jornalista e político; levou Corção à Tribuna da Imprensa em 1949. O DHBB credita a Corção e Alceu Amoroso Lima, juntos, sua conversão ao catolicismo.[1]
Jacques Maritain
1882–1973 · França
Filósofo tomista francês, uma das leituras por trás da conversão de Corção em 1939 — 'seu mestre de conversão' — e correspondente (carta de 9 de agosto de 1959, fac-símile no dossiê da BN). Jalles de Paula data a ruptura de Corção com ele nos anos do Vaticano II; O Século do Nada (1973) o ataca diretamente.[7] [5] [14]
Nelson Rodrigues
1912–1980 · Brasil
Dramaturgo e colunista, aliado não católico: segundo o memorial de Fleichman — lado de Permanência, fonte única —, escreveu artigos em homenagem a Corção e uma 'Carta a um milionário paulista' pedindo que Permanência fosse sustentada financeiramente.[9]
Olavo de Carvalho
1947–2022 · Brasil
Filósofo-polemista de uma geração posterior que se dizia leitor e admirador de Corção e recomendava seus livros no Curso Online de Filosofia; a comparação dele com Corção ('o Olavo de Carvalho dos anos 1960') circulou na imprensa de 2019, e consta que ele a rejeitou. Os textos sobre Corção de seu próprio site estão inacessíveis — o domínio serve hoje conteúdo sequestrado —, de modo que seu engajamento escrito aguarda captura via Wayback ou em papel; o corpus de aulas é o veículo documentado aqui.[17]
Organizações relacionadas
Desambiguação e nuances
Não há ruptura Corção–TFP documentada — três enquadramentos da relação
Uma ruptura entre Corção e a TFP ou Plinio Corrêa de Oliveira circula informalmente, mas nenhum documento primário de uma foi encontrado nas fontes alcançadas nesta sessão — enquanto as mesmas buscas encontraram de imediato a ruptura com Alceu e o Centro Dom Vital (1963) e a ruptura beneditina (1974), que é o controle positivo. O que as fontes de fato oferecem são três enquadramentos: a afirmação do DHBB (1968) de que Corção colaborou em 'publicações dadas à… TFP', nomeando Permanência e Hora Presente; a história da própria Permanência, que narra uma fundação independente por dissidentes do Centro Dom Vital e nunca menciona a TFP; e a leitura de Jalles de Paula — relações adversárias nos anos 1950, depois convergência por volta de 1969, 'unindo-se a antigos adversários', na campanha dos dominicanos. Este conjunto de dados registra os três e não afirma nenhum. As rupturas documentadas do fim da vida são com a hierarquia (Dom Eugênio Sales, 1972–73) e com a Congregação Beneditina Brasileira (1974).[1] [8] [5] [6]
Permanência é três coisas — e sua data de fundação é em camadas
'Permanência' nomeia a um só tempo a associação cultural que Corção fundou em 1968, a revista que ela publicava (dirigida no lançamento por Alfredo Lage) e a editora que carrega suas edições da casa e seus títulos póstumos até hoje. A data de fundação é em camadas, não contraditória: o próprio Fleichman distingue uma fundação política (a conferência de lançamento de Corção em agosto de 1968, datada pela imprensa via O Globo de 19 de agosto), uma fundação jurídica (seu próprio ato) e uma fundação religiosa (a missa do cardeal Jaime Câmara em 29 de setembro de 1968, a data que Permanência guarda). A data exata do primeiro número da revista não foi verificada nesta sessão; a âncora de imprensa mais antiga é O Cruzeiro de 12 de outubro de 1968.[9] [8] [5] [6]
O fio do regime militar é registrado como enquadramentos atribuídos, nas duas direções
Jalles de Paula — a bibliografia crítica — documenta as colunas de 1964 saudando o golpe e a virada linha-dura de 1965, e lê Corção como 'um dos artífices… da legitimação das bases antidemocráticas' do regime e aliado incondicional dos governos da linha-dura. As fontes simpáticas — Centro Dom Bosco, Mosteiro da Santa Cruz, cronologias de admiradores — põem em primeiro plano o apologista católico e omitem ou suavizam por inteiro o fio do regime; o perfil de 2026 do Centro Dom Bosco não menciona o regime militar em absoluto. Os dois enquadramentos estão registrados aqui com seus autores; a voz do próprio site não adota nenhum.[4] [11] [12]
Corção admirado por Olavo de Carvalho vs. Corção comparado a ele
Duas afirmações distintas circulam. Que Olavo de Carvalho foi leitor e admirador de Corção tem apoio: recomendou os livros de Corção em seu curso online (transcrições comunitárias, com um arquivo grafando errado o nome como 'Corsão') e discutiu, numa aula de 2012, uma resposta de Permanência a ele próprio. Que Corção teria sido 'o Olavo de Carvalho dos anos 1960' é uma comparação de imprensa de novembro de 2019, que consta que Olavo rejeitou. Os textos sobre Corção do site dele não podem ser verificados no momento — olavodecarvalho.org serve hoje conteúdo sequestrado —, de modo que o registro escrito das duas afirmações aguarda captura via Wayback ou em papel; até lá, o corpus de aulas, citado por arquivo e data, é o veículo documentado.[17]
Referências
17 fontes · 16 com cópia no Internet Archive. As fontes abrangem o espectro de perspectivas de forma deliberada; afirmações controversas são atribuídas aos seus autores.
- CORÇÃO, Gustavo — Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB), by Marieta de Morais Ferreira · 🗄 arquivado 2025-12-21 Dicionário biográfico acadêmico-institucional; a fonte-espinha dos fatos de vida aqui. Texto integral também espelhado no corpus do DHBB no GitHub (cpdoc/dhbb, text/1437).
- CENTRO DOM VITAL — Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB), by Mônica Kornis · 🗄 arquivado 2026-08-24
- LIMA, Alceu Amoroso — Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB) · 🗄 arquivado 2026-08-24
- Gustavo Corção: apóstolo da 'linha-dura' — Christiane Jalles de Paula, Revista Brasileira de História v.32 n.63 (2012), p.171–194, DOI 10.1590/S0102-01882012000100008 · 🗄 arquivado 2026-08-07 Bibliografia crítica sobre o jornalismo de Corção nos anos do regime; sua caracterização do 'apóstolo da linha-dura' é atribuída onde quer que seja usada. Nota de acesso: o scielo.br filtra por user-agent — 403 para ferramentas de captura que não são navegador, 200 com user-agent de navegador.
- Gustavo Corção e a reação ao Concílio Vaticano II no Brasil — Christiane Jalles de Paula, Anais do XXVI Simpósio Nacional de História (ANPUH, 2011) · 🗄 arquivado 2025-09-12
- De 'católico-intelectual' a 'intelectual-católico': o itinerário de Gustavo Corção — Christiane Jalles de Paula, in Rodrigues & Jalles de Paula (orgs.), Intelectuais e militância católica no Brasil (EdUFMT, 2012), p.156–184 · 🗄 arquivado 2024-05-17 Bibliografia crítica (livro de editora universitária, ISBN 978-85-327-0472-6). Ressalva de hospedagem: o PDF está espelhado no site-arquivo pró-Plinio Corrêa de Oliveira — a hospedagem é rotulada; o texto é a edição da EdUFMT.
- Revista do Livro da Biblioteca Nacional, n.57, ano 21 (2023) — Gustavo Corção dossier · 🗄 arquivado 2025-02-13 Publicação oficial da Biblioteca Nacional que traz um dossiê Corção, incluindo o trabalho de Maurício Barcellos e o fac-símile da carta de Maritain de 1959. Ressalva de hospedagem: o PDF está espelhado no site-arquivo pró-Plinio — rotulado.
- Quem somos — Permanência · 🗄 arquivado 2025-12-04 A autodescrição institucional dos continuadores, incluindo a data de fundação de 29 de setembro de 1968 e a autoapresentação tradicionalista atual — rotulada como autodescrição em todo o conjunto.
- Entrevista com Julio Fleichman — Permanência · 🗄 arquivado 2025-12-04 Longa entrevista-memorial com o fundador jurídico e presidente de longa data de Permanência — testemunho do lado de Permanência, usado apenas como perspectiva atribuída, nunca como fonte de fatos por si só.
- Sobre Gustavo Corção — bibliography page · 🗄 arquivado 2026-08-24 Bibliografia mantida pelos continuadores — simpática; vários de seus anos de publicação são de fonte única e são sinalizados onde usados.
- 48 anos sem Gustavo Corção, intelectual católico brasileiro — Yuri Portella · 🗄 arquivado 2026-08-24 Organização tradicionalista — perspectiva simpática. Seu perfil omite por inteiro o fio do regime militar, o que este conjunto de dados registra como parte do quadro de recepção.
- Gustavo Corção — Mosteiro da Santa Cruz · 🗄 arquivado 2026-05-13
- Gustavo Corção — Wikipédia (pt) · 🗄 arquivado 2026-06-08 Andaime terciário, usado apenas para checagens cruzadas; itens que repousam somente nele (os nomes dos filhos, a missa de sétimo dia, o ano do prêmio do IBCC) são sinalizados como de fonte única.
- Gustavo Corção: breves apontamentos biográficos e cronologia — Paul Medeiros Krause (Dec 2019) · 🗄 arquivado 2023-12-19 A cronologia de um admirador — simpática; anos que repousam somente nela (Conversa em Sol Menor, 1980) são sinalizados.
- KIT — Gustavo Corção Completo — Vide Editorial · 🗄 arquivado 2020-11-25 Página da editora para a reedição moderna das obras completas — simpática por natureza. Bloqueada contra robôs nesta sessão (respostas 403/challenge); citada pendente de captura por outra via, e os detalhes da edição permanecem marcados a verificar.
- ScienceOpen record of 'Gustavo Corção: apóstolo da linha-dura' (RBH 2012)
- COF — community transcriptions of the Curso Online de Filosofia (585 lectures) · 🗄 arquivado 2026-08-03 Transcrições comunitárias das aulas de Olavo de Carvalho; o status de revisão de cada arquivo (revisada / revisao_pendente) é citado a cada uso, e a citação literal exige verificação de áudio — as entradas de recepção aqui são paráfrase com id de arquivo e data.