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Sucessão presidencial (1990–presente)

As linhas destacadas FSP marcam presidentes de um partido membro/afiliado do Foro de São Paulo.

PeríodoPresidentePartidoNotas
1989–1993 Jaime Paz Zamora MIR
1993–1997 Gonzalo Sánchez de Lozada MNR
1997–2001 Hugo Banzer ADN
2001–2002 Jorge Quiroga ADN
2002–2003 Gonzalo Sánchez de Lozada MNR Renunciou em meio a distúrbios.
2003–2005 Carlos Mesa independent
2005–2006 Eduardo Rodríguez Veltzé interim
2006–2019 Evo Morales FSP MAS Renunciou em novembro de 2019 em meio a uma eleição contestada e uma crise.
2019–2020 Jeanine Áñez interim (MDS)
2020–2025 Luis Arce FSP MAS
2025–present Rodrigo Paz PDC Venceu o segundo turno de outubro de 2025; encerrou ~20 anos de governo do MAS.

Composição legislativa

Assentos por partido nas eleições recentes, e se a coalizão de governo tinha maioria. Num sistema fragmentado a maioria de governo é montada entre vários partidos — nenhum partido governa sozinho; uma maioria de coalizão não é uma maioria de um único partido. Cada barra ordena os blocos da esquerda→direita com um marcador na linha da maioria.

Partido do FSPAliado do governoMisto / centrãoOposiçãoLinha da maioria

Partidos membros do FSP (destacados FSP): Movimiento al Socialismo (MAS-IPSP). O MAS é o membro do FSP na Bolívia com presença parlamentar. O registro de Regalado de 2007 também lista membros menores (Movimiento Bolivia Libre, Partido Comunista de Bolivia, Partido Patria Socialista) sem cadeiras.

2025 — Cámara de Diputados (130 assentos; maioria = 66)

PartidoNome completoAssentosAlinhamento
PDC Partido Demócrata Cristiano (Rodrigo Paz) 49 Governo
Libre Alianza Libre (Jorge Quiroga) 39 Oposição
Unidad Bloque de Unidad (Samuel Doria Medina) 26 Oposição
AP Alianza Popular (Andrónico Rodríguez) 8 Oposição
APB-Súmate Autonomía Para Bolivia – Súmate 5 Oposição
MAS-IPSP FSP Movimiento al Socialismo 2 Oposição
others Indigenous special-seat caucus (Bia Yuqui) 1 Independente

Partidos membros do FSP em conjunto: 2 de 130 (2%) — a 64 assentos da maioria de 66 assentos. Os partidos do FSP estavam na oposição.

Governo: Rodrigo Paz (PDC) — não tinha maioria. Partido do FSP no governo: não. O colapso da era MAS: o fragmentado membro do FSP caiu de 75 cadeiras para 2 (o voto de esquerda também se dividiu rumo à Alianza Popular de Andrónico Rodríguez, que não é um membro documentado do FSP). Nenhum bloco obteve maioria; Paz — vencedor do segundo turno de outubro sobre Quiroga — governa a câmara por meio de pactos entre o PDC, Unidad e outros. (fonte 1, fonte 2, fonte 3, fonte 4)

2025 — Cámara de Senadores (36 assentos; maioria = 19)

PartidoNome completoAssentosAlinhamento
PDC Partido Demócrata Cristiano (Rodrigo Paz) 16 Governo
Libre Alianza Libre (Jorge Quiroga) 12 Oposição
Unidad Bloque de Unidad (Samuel Doria Medina) 7 Oposição
APB-Súmate Autonomía Para Bolivia – Súmate 1 Oposição

Governo: Rodrigo Paz (PDC) — não tinha maioria. Partido do FSP no governo: não. Pela primeira vez desde 2005 o MAS não ganhou nenhuma cadeira no Senado; a presença do FSP na câmara alta caiu de uma maioria de 21 cadeiras para zero. O PDC é a maior bancada (16 de 36), mas sem maioria. (fonte 1, fonte 2, fonte 3)

2020 — Cámara de Diputados (130 assentos; maioria = 66)

PartidoNome completoAssentosAlinhamento
MAS-IPSP FSP Movimiento al Socialismo 75 Governo
CC Comunidad Ciudadana 39 Oposição
Creemos Creemos 16 Oposição

Partidos membros do FSP em conjunto: 75 de 130 (58%) — maioria própria. O bloco do FSP tem maioria própria nesta câmara.

Governo: Luis Arce (MAS-IPSP) — contava com uma maioria operacional. Partido do FSP no governo: sim. O MAS ganhou maioria absoluta em ambas as câmaras, embora não os dois terços que teve em 2014–2020 (os dois terços são necessários para reformas constitucionais e altas nomeações judiciais). (fonte 1, fonte 2)

2020 — Cámara de Senadores (36 assentos; maioria = 19)

PartidoNome completoAssentosAlinhamento
MAS-IPSP FSP Movimiento al Socialismo 21 Governo
CC Comunidad Ciudadana 11 Oposição
Creemos Creemos 4 Oposição

Partidos membros do FSP em conjunto: 21 de 36 (58%) — maioria própria. O bloco do FSP tem maioria própria nesta câmara.

Governo: Luis Arce (MAS-IPSP) — contava com uma maioria operacional. Partido do FSP no governo: sim. Maioria absoluta no Senado. (fonte 1, fonte 2)

2014 — Cámara de Diputados (130 assentos; maioria = 66)

PartidoNome completoAssentosAlinhamento
MAS-IPSP FSP Movimiento al Socialismo 88 Governo
UD Unidad Demócrata 32 Oposição
PDC Partido Demócrata Cristiano 10 Oposição

Partidos membros do FSP em conjunto: 88 de 130 (68%) — maioria própria. O bloco do FSP tem maioria própria nesta câmara.

Governo: Evo Morales (MAS-IPSP) — contava com uma maioria operacional. Partido do FSP no governo: sim. O MAS teve uma supermaioria de dois terços em ambas as câmaras (2009–2020), suficiente para aprovar mudanças constitucionais e controlar a pré-seleção de candidatos para a magistratura eleita — um processo que, segundo os críticos, entrincheirou a influência do MAS sobre as cortes. (fonte 1)

2014 — Cámara de Senadores (36 assentos; maioria = 19)

PartidoNome completoAssentosAlinhamento
MAS-IPSP FSP Movimiento al Socialismo 25 Governo
UD Unidad Demócrata 9 Oposição
PDC Partido Demócrata Cristiano 2 Oposição

Partidos membros do FSP em conjunto: 25 de 36 (69%) — maioria própria. O bloco do FSP tem maioria própria nesta câmara.

Governo: Evo Morales (MAS-IPSP) — contava com uma maioria operacional. Partido do FSP no governo: sim. Supermaioria de dois terços no Senado. (fonte 1)

Alta corte — Tribunal Supremo de Justicia / Tribunal Constitucional Plurinacional

Nomeação
Desde a Constituição de 2009, os juízes dos altos tribunais são escolhidos por eleição popular entre candidatos pré-selecionados pela Assembleia Legislativa (controlada pelo MAS).
Mudanças (era FSP)
A Constituição de 2009 introduziu a eleição popular dos altos juízes (realizada em 2011 e 2017). Em dezembro de 2023 o Tribunal Constitucional estendeu ('autoprorrogou') os mandatos dos magistrados após o adiamento das eleições — amplamente criticado. Eleições judiciais parciais foram realizadas no fim de 2024.
Quanto permanece
Composição em fluxo ao longo de 2024–2025; os magistrados autoprorrogados de 2023 e os juízes parcialmente eleitos em 2024 atuam sob o novo governo (pós-MAS) — lista completa a verificar.
Verificado
sim — com fontes

História da corte (1990–presente)

Mudanças estruturais da corte durante a era do Foro de São Paulo — mudanças de tamanho, ampliações (court-packing), expurgos e reformas. packing/expurgo marcam ampliações e remoções forçadas. Fontes: fonte · fonte.

PeríodoTipoMudançaAssentosGoverno
Antes de 1990 (contexto) composition A histórica Corte Suprema de Justicia funcionava em Sucre (a capital judiciária); a composição mudou ao longo dos muitos governos e golpes do século XX. ? — various (pre-1990)
Anos 1990 composition Corte Suprema nomeada sob os governos da era neoliberal, com membros escolhidos pelo Congresso. ? — Congress (pre-2009)
2009 reform A nova Constituição de Morales substituiu a corte nomeada por um Tribunal Supremo de Justicia e um Tribunal Constitucional Plurinacional cujos altos juízes são escolhidos por eleição popular entre candidatos pré-selecionados pela Assembleia (controlada pelo MAS). — Evo Morales (MAS)
2011 e 2017 composition A primeira e a segunda eleição judicial popular compuseram os altos tribunais; os votos nulos/em branco superaram os válidos, minando sua legitimidade. — Evo Morales (MAS)
2023 reform Com as eleições adiadas, o Tribunal Constitucional estendeu ('autoprorrogou') os mandatos dos magistrados — um movimento que a oposição e os juristas criticaram amplamente como uma autoextensão inconstitucional dos mandatos dos juízes. — Luis Arce (MAS)
2024–2025 composition Eleições judiciais parciais foram realizadas em dezembro de 2024; o tribunal resultante atua sob o governo pós-MAS de Rodrigo Paz (a partir de 2025). ? — transition / Rodrigo Paz (PDC)

Controle do tribunal por governo nomeante

Faixas de período com fontes: quanto da composição da alta corte em exercício foi nomeada (ou, onde as fontes o dizem, efetivamente controlada) sob governos membros do FSP. A proveniência da nomeação não é uma afirmação sobre como os juízes decidem — ver as notas de cada faixa; as intervenções documentadas estão na história judicial acima. As contagens de vagas aparecem só onde as fontes as dão; os anos fora destas faixas estão sem cobertura, não afirmados.

PeríodoControleNomeados na era FSPNotas e fontes
1990–2005 independent 0 A Corte Suprema e (a partir de 1999) o Tribunal Constitucional eram nomeados pelo Congresso sob os governos pré-MAS; o MAS assumiu pela primeira vez em 2006. (fonte 1)
2006–2011 partial — Morales governou inicialmente com cortes herdadas do sistema anterior a 2009; renúncias deixaram vagas crescentes, e em fevereiro de 2010 o Decreto 432 (sob uma lei de transição aprovada pelo MAS) permitiu a Morales assentar 18 magistrados interinos dos altos tribunais à espera das primeiras eleições judiciais. (fonte 1, fonte 2, fonte 3)
2012–2024 aligned — Os tribunais compostos pelas eleições judiciais de 2011 e 2017 saíram de listas de candidatos pré-selecionadas pela Assembleia de dois terços controlada pelo MAS (CIJ; Freedom House); votos nulos e em branco superaram os válidos em ambas as eleições. Em dezembro de 2023 o Tribunal Constitucional estendeu seus próprios mandatos e os de outras cortes após o adiamento das eleições (ACNUDH); seguiram-se eleições judiciais parciais em dezembro de 2024. A composição sob o governo pós-MAS (2025–) está em fluxo e não é afirmada aqui. (fonte 1, fonte 2, fonte 3, fonte 4, fonte 5)

Fontes

  1. https://en.wikipedia.org/wiki/2025_Bolivian_general_election
  2. https://www.cnn.com/2025/10/19/americas/bolivia-election-results-rodrigo-paz-intl-hnk