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Vida e obra

AnoAcontecimento
c. 25–10 a.C. ≈Nascido em Alexandria. Nenhuma fonte reivindica precisão, e as mais recentes se recusam a dar um ano: a Catholic Encyclopedia diz c. 25 a.C., a Internet Encyclopedia of Philosophy c. 20, a Britannica 15–10, e a Stanford Encyclopedia afirma que é impossível datá-lo e que o consenso só alcança situá-lo entre o fim do século I a.C. e meados do século I d.C. Todos esses números são retrocalculados a partir de um único detalhe: o de que ele se descreve como um homem velho na época da embaixada.[1] [3] [2] [4]
—Nascido na família judaica mais rica de Alexandria. Seu irmão Alexandre ocupou o cargo de alabarca, um posto fiscal de alto escalão que trazia consigo privilégios de cidadania negados à maioria dos judeus alexandrinos. Seu sobrinho Tibério Júlio Alexandre abandonou o judaísmo, chegou a prefeito do Egito e foi o segundo de Tito no cerco de Jerusalém do ano 70.[1] [3]
38 d.C.Distúrbios contra os judeus de Alexandria, que a Stanford Encyclopedia chama de o primeiro grande pogrom da história judaica: imagens imperiais instaladas nas sinagogas, a população judaica confinada ao distrito Delta, membros do conselho açoitados. O relato do próprio Fílon é o In Flaccum. A reconstrução está em disputa: Gambetti sustenta que o estopim foi a aplicação de decretos residenciais e não a hostilidade religiosa, o que seu resenhista contesta alegando que o distrito Delta nunca é nomeado no texto de Fílon.[1] [6]
38/39–40 d.C.O ÚNICO ACONTECIMENTO FIRMEMENTE DATADO DA SUA VIDA. Vai a Roma à frente da embaixada judaica alexandrina diante de Gaio (Calígula), e é impedido de expor o seu caso. A Britannica o enuncia sem rodeios como o único acontecimento identificável; Josefo atesta de forma independente que ele encabeçou a delegação, e Eusébio o chama de chefe da embaixada. Todo o resto desta cronologia — o seu nascimento, a sua morte, a ordem em que escreveu — é situado em relação a ele.[3] [1] [8]
24 de janeiro de 41 d.C.Gaio é assassinado. A embaixada era um livro de uma obra em cinco, da qual só sobrevivem o In Flaccum e a Legatio ad Gaium; a "palinódia" perdida contava a queda de Gaio e portanto deve ter sido escrita depois desta data.[1] [8]
c. 45–50 d.C. ≈Morte, sem data. A Britannica dá 45–50; a Internet Encyclopedia of Philosophy dá c. 40, o que não pode ser se ele escreveu sobre a queda de Gaio; a Stanford Encyclopedia dá apenas meados do século I.[3] [2] [1]
—O corpus é convencionalmente dividido em cinco grupos — o Comentário Alegórico (39 tratados), a Exposição da Lei (12), as Questões e respostas sobre o Gênesis e o Êxodo (6 conservados de 12 originais), quatro obras históricas e apologéticas e cinco filosóficas. A divisão é de Massebiau e Cohn, de 1889 e 1899, e não do próprio Fílon.[1]
—Não existiu uma cronologia consensual das obras até 2018. Niehoff então deslocou o De opificio mundi da abertura do corpus para a obra tardia e dividiu a escrita na embaixada romana: uma fase alexandrina e platônica inicial no Comentário Alegórico, e outra estoica e romana posterior na Exposição. Sua resenhista qualifica a evidência de muito sólida, sugerindo ao mesmo tempo que as fases talvez sejam menos nitidamente separáveis do que o argumento precisa.[1] [5]
233 d.C.O corpus chega a Cesareia, a cidade a partir da qual foi transmitido. Sua sobrevivência é o paradoxo que a Stanford Encyclopedia enuncia sem rodeios: sua obra foi ignorada pelos judeus e salva pelos cristãos, alguns dos quais acreditaram que ele fora um deles. Eusébio recolhe a lenda de que ele conheceu Pedro em Roma e lê a sua descrição dos terapeutas como se fossem ascetas cristãos. A explicação de Runia, de que a transmissão passou pelos volumes cesarienses de Orígenes, é a padrão; seu resenhista acha que a rota foi provavelmente menos exclusiva do que isso.[1] [8] [7]

Como ele o leu

Recepção, não filosofia: cada verbete registra como Olavo de Carvalho caracterizou este filósofo, atribuído e datado no curso de 2002. O projeto não arbitra quem tem razão. As gravações são transcritas por máquina e não foram cotejadas com o áudio, de modo que tudo o que segue é paráfrase e nada é citado textualmente.

Referências

  1. Philo of Alexandria — Stanford Encyclopedia of Philosophy
  2. Philo of Alexandria (c. 20 B.C.E.—40 C.E.) — Internet Encyclopedia of Philosophy
  3. Philo Judaeus — Encyclopædia Britannica
  4. Émile Bréhier, 'Philo Judaeus' — The Catholic Encyclopedia, vol. 12 (1911)
  5. Gretchen Reydams-Schils, review of Maren R. Niehoff, Philo of Alexandria: An Intellectual Biography (Yale, 2018) — Bryn Mawr Classical Review 2018.05.36
  6. Torrey Seland, review of Sandra Gambetti, The Alexandrian Riots of 38 C.E. (Brill, 2009) — Bryn Mawr Classical Review 2010.12.63
  7. Allen Kerkeslager, review of David T. Runia, Philo in Early Christian Literature: A Survey (Van Gorcum/Fortress, 1993) — Bryn Mawr Classical Review 1995.03.16
  8. Eusebius, Historia ecclesiastica II.4, 5, 17, 18 — Nicene and Post-Nicene Fathers, ser. 2 vol. 1 (trans. A. C. McGiffert)