Sobre
Conjunto de dados em andamento, compilado a partir de fontes públicas (ver referências). Três advertências regem quase todas as entradas daqui. Primeira, a lista de obras: o catálogo mais completo alcançado é publicado pelo atual Instituto Cultural Logos, mantido por admiradores, e deriva das filhas do filósofo — uma fonte familiar e de admiradores, rotulada como tal sempre que é citada, e nunca convertida em bibliografia neutra na voz própria deste site. Segunda, os anos: ele publicava por conta própria e reeditava sem parar, e o catálogo e a Wikipédia em português discordam quanto ao ano de primeira edição de ao menos cinco títulos — no caso de Filosofia Concreta, o site dos admiradores contradiz a sua própria página de catálogo. Cada acontecimento registra a edição mais antiga que consegue e sinaliza a discordância em vez de escolher entre elas. Terceira, o tamanho da Enciclopédia das Ciências Filosóficas e Sociais é contestado, e cada número deste site é atribuído a quem o deu: 52 (Olavo de Carvalho), 45 (Wikipédia em inglês), “cerca de 50” (Moura & Azevêdo) e uma numeração de catálogo de I a XLVIII que inclui manuscritos inéditos e fragmentos. Nenhuma fonte alcançada por este projeto sustenta o “plano de mais de 100 volumes” que circula na internet, e este site não afirma nenhum. A reação do establishment mais próxima de um veredicto contemporâneo — a resenha depreciativa de Luís Washington Vita em 1953 e seu obituário morno de 1968 — é conhecida aqui apenas por citação na literatura secundária; os originais da Revista Brasileira de Filosofia não foram alcançados, de modo que o que esses dois textos de fato dizem além das linhas citadas está por verificar. Várias fontes resistiram quando a pesquisa foi feita, em 12 de agosto de 2026: o site da É Realizações, a Vide Editorial, o academia.edu, o PhilPapers e o SciELO estavam atrás de barreiras antirrobô, os jornais digitalizados da Biblioteca Nacional estavam geobloqueados (de modo que as provas da imprensa de Pelotas são citadas em segunda mão pelos anexos de Pachêco), a API de disponibilidade do Wayback devolveu 429 durante toda a sessão, e olavodecarvalho.org é um domínio sequestrado que serve spam — seu ensaio mais conhecido sobre este assunto é, por isso, citado pelo repost do IFE. Três achados negativos ficam registrados em vez de contornados: não há verbete para o filósofo no Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro do CPDOC/FGV (pesquisado com controle positivo), nenhum site do espólio tem existência confirmada, e não se encontrou nenhum evento de centenário em 2007. As datas não verificadas contra fonte primária estão sinalizadas. Correções com base em fontes primárias são bem-vindas.
- Quem
- Mário Ferreira dos Santos (1907–1968) — filósofo, tradutor, jornalista e editor de si mesmo; autor da inacabada Enciclopédia das Ciências Filosóficas e Sociais e do sistema que chamou de “filosofia concreta”. Não teve cátedra universitária, recusou cargos públicos e vendia os próprios livros de porta em porta, a crédito.[3] [1] [7]
- Nascimento
- 3 de janeiro de 1907, Tietê, São Paulo, Brasil — quando a companhia teatral itinerante de seu pai passava pela cidade. A família fixou-se em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 1909.[3] [1] [2]
- Morte
- 11 de abril de 1968, São Paulo, aos 61 anos; a causa dada é doença cardiovascular. Nenhuma fonte consultada discorda da data. As duas datas são fixadas pela declaração do Pe. Stanislavs Ladusãns de 18 de dezembro de 1968, citada na Monografia das filhas e, através dela, na dissertação de Pachêco.[3] [1] [2] [7] [23]
- Família
- Pai: Francisco Dias Ferreira dos Santos, português (Porto), afilhado de Camilo Castelo Branco, ator-empresário e pioneiro do cinema no Brasil; maçom e anticlerical que, ainda assim, entregou o filho aos jesuítas. Mãe: o nome é discordante nas fontes — “Maria do Carmo Menezes Rabello, acreana” em Pachêco (2019) contra “Maria do Carmo dos Santos” na Wikipédia em português, e este projeto não escolhe. Casou-se com Yolanda Duro Lhullier em 1929; duas filhas, Yolanda Lhullier dos Santos e Nadiejda Santos Nunes Galvão, que coassinaram a Monografia de 2001 sobre ele.[3] [1]
- Formação
- Curso secundário jesuíta no Gymnasio Gonzaga, em Pelotas, 1916–1924 (não o Ginásio Anchieta que alguns relatos secundários nomeiam); depois direito e ciências sociais em Porto Alegre — 1925–1928 segundo Pachêco, com formatura em 1930 segundo a Wikipédia em português e a biografia do Instituto Cultural Logos, mantido por admiradores. O ano de conclusão fica aqui sem resolução.[3] [1] [13]
- A Enciclopédia — quantos volumes?
- Contestado, e cada número abaixo é de alguém. 52 — Olavo de Carvalho, no ensaio publicado na Dicta&Contradicta 3. 45 — a Wikipédia em inglês. “Cerca de 50” — Moura & Azevêdo na Problemata (2015). I–XLVIII — a numeração do catálogo de origem familiar publicado pelo Instituto Cultural Logos, que inclui manuscritos inéditos e fragmentos. Os títulos em vários volumes inflam qualquer dessas contas. Nenhuma fonte alcançada por este projeto sustenta o “plano de mais de 100 volumes” que circula na internet, e este site não afirma total algum. Ele mesmo estimava em cerca de vinte volumes a produção pseudônima que ninguém lhe creditava.[10] [2] [5] [12]
- Obras principais
- Se a Esfinge Falasse (1946, como Dan Andersen) · Teses da Existência e da Inexistência de Deus (1946, como Charles Duclos) · Realidade do Homem (1947, como Dan Andersen) · Filosofia e Cosmovisão (1952 segundo o catálogo, 1954 segundo a Wikipédia em português; primeira edição sob o selo Edanee) · Lógica e Dialéctica (1953 / 1954) · Curso de Oratória e Retórica (1953; doze edições, seu motor comercial) · Técnica do Discurso Moderno (1953) · O Homem que Nasceu Póstumo (1954) · Análise Dialética do Marxismo (1954) · Tratado de Simbólica (1956 / 1955) · Pitágoras e o Tema do Número (1956 / 1960) · O Homem perante o Infinito (1956) · Noologia Geral (1956) · Filosofia Concreta (1957 / 1956; 4ª edição revista em três volumes, 1961) · O Um e o Múltiplo em Platão (1958) · Métodos Lógicos e Dialécticos (1959) · Convite à Filosofia, Convite à Estética, Convite à Psicologia Prática (1961) · Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais, quatro volumes (1963) · Invasão Vertical dos Bárbaros (1967) · A Sabedoria dos Princípios (1967), A Sabedoria da Unidade (1968), A Sabedoria do Ser e do Nada (1968, póstumo, dois volumes) · póstumos: O Apocalipse de S. João (1998), A Sabedoria das Leis Eternas (2001), Cristianismo: a religião do Homem (2003), Homens da Tarde (2019, romance escrito na década de 1940). Onde há dois anos, o primeiro é o do catálogo de origem familiar e o segundo o da Wikipédia em português; a discordância fica registrada, não resolvida.[12] [1] [13] [19]
- Editor de seus próprios livros
- Fundou a Editora Logos S.A. e, depois, a Editora Matese S.A.; a primeira edição de Filosofia e Cosmovisão, de 1952, traz o selo Edanee. Foi pioneiro da venda de porta em porta a crédito, e o número de exemplares é, em todo relato, a cifra de uma testemunha: Braga (2024) fala de “a casa do milhão”, enquanto Jaime Cubero, numa entrevista de 1997, disse mais de dois milhões. Este site registra as duas atribuições e nenhuma delas como fato.[12] [7] [6]
- Anarquismo
- A partir de 1945 frequentou o anarquista Centro de Cultura Social, em São Paulo, onde conheceu Jaime Cubero. Sua militância como anarquista cristão, e sua influência sobre Jaime e Chico Cubero e sobre Maurício Tragtenberg, estão documentadas por Ramus (Verve, 2008) e Braga (Revista Ítaca, 2024). Recusou cargos públicos a vida toda, e no fim dela lecionou na Faculdade Nossa Senhora Medianeira, dos jesuítas.[6] [7] [3]
- No corpus de transcrições do COF
- Ele satura as transcrições comunitárias arquivadas do Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho: as buscas por seu nome atingem o limite de resultados no índice de 12 de agosto de 2026 sobre 1.027 arquivos (cof 589, olavo-video 237, transcripts 201). Dois arquivos revisados são as portas de entrada — COF014 (11 de julho de 2009) e COF274 (13 de dezembro de 2014), ambos marcados como revisada. Um levantamento completo do que o corpus faz com ele é trabalho adiado, e sabe-se que 32 arquivos indexados estão incompletos, de modo que qualquer zero medido contra este corpus é uma pista, não uma ausência. Nada do corpus é citado literalmente neste site: a regra do próprio corpus exige verificação prévia contra o áudio.[24]
Cronologia
Principais acontecimentos em ordem cronológica. Uma marca ? indica datas ainda não verificadas com uma fonte primária.
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19071907-01-03
Vida e formaçãoTietê, SP, Brasil
Nasce em Tietê, São Paulo
Nasce enquanto a companhia teatral itinerante de seu pai passava pela cidade. A data é fixada pela declaração do Pe. Stanislavs Ladusãns de 18 de dezembro de 1968, que dá tanto o nascimento em 3 de janeiro de 1907 como a morte em 11 de abril de 1968; a declaração é citada a partir da Monografia das filhas (2001) na dissertação de Pachêco de 2019, e as duas Wikipédias concordam. O nome de sua mãe não está estabelecido: Pachêco dá Maria do Carmo Menezes Rabello, do Acre, e a Wikipédia em português dá Maria do Carmo dos Santos.[3] [1] [2]
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1909 ?
Vida e formaçãoPelotas, RS, Brasil
A família se fixa em Pelotas; a empreitada cinematográfica do pai
Francisco Dias Ferreira dos Santos — português, do Porto, afilhado de Camilo Castelo Branco, ator-empresário e pioneiro do cinema no Brasil — fixou a família em Pelotas, onde dirigiu a Guarany Filmes e fez O Crime dos Banhados (1914). Mário apareceu como ator infantil em Os Óculos do Vovô, em 1913. O pai era maçom e anticlerical, e ainda assim mandou o filho para os jesuítas.[3] [1]
O ano da mudança vem dos relatos biográficos de origem familiar e não está verificado contra registro primário.
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1916 ?
Vida e formaçãoPelotas, RS, Brasil
Estudos com os jesuítas no Gymnasio Gonzaga (1916–1924)
Oito anos no Gymnasio Gonzaga, dos jesuítas, em Pelotas. Os relatos secundários que o situam num Ginásio Anchieta estão errados: o Gonzaga é o que dá o registro biográfico aqui consultado, e a formação jesuíta é o fio que retorna no fim de sua vida, quando lecionou na Faculdade Nossa Senhora Medianeira e quando o Pe. Ladusãns assumiu a sua causa depois de sua morte.[3] [13]
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1925 ?
Vida e formaçãoPorto Alegre, RS, Brasil
Direito e ciências sociais em Porto Alegre
Pachêco situa os estudos em 1925–1928. A Wikipédia em português e a biografia do Instituto Cultural Logos, mantido por admiradores, dizem em vez disso que ele se formou em 1930. As duas leituras não são reconciliadas por nenhuma fonte consultada, e este projeto não escolhe entre elas.[3] [1] [13]
Ano de início segundo Pachêco (2019); o ano de conclusão é discordante — 1928 contra 1930 — e ambos ficam registrados.
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19281928-11-14 ?
Vida e formaçãoPelotas, RS, Brasil
Estreia no tribunal elogiada pela imprensa de Pelotas; jornalismo e casamento
O Diário Popular de Pelotas elogiou sua primeira atuação em tribunal, em 14 de novembro de 1928. Escreveu para esse jornal e para A Opinião Pública — que dirigiu em 1929 —, além do Diário de Notícias e do Correio do Povo. Casou-se com Yolanda Duro Lhullier em 1929.[3] [1]
O jornal em si não foi lido: a imprensa digitalizada da Biblioteca Nacional estava geobloqueada para este projeto, de modo que as provas de Pelotas são citadas em segunda mão pelos anexos da dissertação de Pachêco. A sinalização fica até que o jornal seja lido diretamente.
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19301930-12 ?
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1943 ?
Vida e formaçãoOs livros e a EnciclopédiaPorto Alegre, RS, Brasil
Tradutor da Livraria do Globo; o prefácio a Nietzsche
Trabalhou como tradutor para a Livraria do Globo em 1943–44. O ensaio “O homem que foi um campo de batalha”, escrito em 1943, saiu em 1945 como prefácio de sua tradução de The Will to Power, de Nietzsche. É um ensaio e não um livro, e não é o livro de 1954 O Homem que Nasceu Póstumo, com o qual é rotineiramente confundido. Suas traduções documentadas incluem Nietzsche, Pascal, Amiel, Balzac, Aristóteles, Porfírio, Platão, Hiérocles, Plotino, Duns Scotus, Goethe, Whitman, Benjamin Constant e Rudolf Rocker; nenhuma tradução de Kierkegaard aparece em qualquer catálogo aqui consultado.[3] [12] [1]
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1945 ?
Vida e formaçãoO meio anarquistaSão Paulo, SP, Brasil
Muda-se para São Paulo; o Centro de Cultura Social
Mudou-se para São Paulo em dificuldades financeiras e no mesmo ano começou a frequentar o anarquista Centro de Cultura Social, onde conheceu Jaime Cubero. Ramus (2008) e Braga (2024) documentam sua militância como anarquista cristão e sua influência sobre Jaime e Chico Cubero e sobre Maurício Tragtenberg. O ensaio de Olavo de Carvalho relata um debate público contra o historiador marxista Caio Prado Júnior num centro anarquista, mas acrescenta que a data lhe escapa; este projeto, portanto, registra esse debate como testemunho sem data e não o situa em nenhum ano.[6] [7] [3] [10]
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1946 ?
Vida e formaçãoOs livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
Estreia pseudônima na Editora Sagitário; os cursos da Logos
Seus primeiros livros saíram sob pseudônimos pela Editora e Distribuidora Sagitário: Se a Esfinge Falasse (1946) e Realidade do Homem (1947) como Dan Andersen, Teses da Existência e da Inexistência de Deus (1946) como Charles Duclos. A partir de 1947 manteve cursos por correspondência através de seu próprio Instituto Cultural Logos — afirmação sustentada por uma única fonte terciária, a Wikipédia em português, e sinalizada como tal. Mais tarde estimou em cerca de vinte volumes a produção pseudônima que ninguém lhe creditava.[12] [1] [3]
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1950c. 1950 ?
Vida e formaçãoRecepção e retomadaSão Paulo, SP, Brasil
A “primeira metanoia” — uma virada atribuída
O ensaio de Olavo de Carvalho situa uma primeira conversão do pensamento “no seu quadragésimo terceiro ano”, o que cai por volta de 1950. O enquadramento e a datação são dele; nenhum registro independente de tal episódio foi alcançado, e esta entrada existe para pôr a afirmação na linha do tempo com o autor preso a ela, não para endossá-la.[10]
Não é um acontecimento datado em nenhuma fonte. O ano é aritmética sobre a frase de Olavo de Carvalho a respeito de seu quadragésimo terceiro ano, e aparece apenas para que a afirmação tenha onde ficar.
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1952 ?
Os livros e a EnciclopédiaRecepção e retomadaSão Paulo, SP, Brasil
Filosofia e Cosmovisão abre a Enciclopédia; a resenha depreciativa de Vita
Filosofia e Cosmovisão, volume I da Enciclopédia das Ciências Filosóficas e Sociais, saiu em 1952 — a primeira edição sob o selo Edanee, antes de suas próprias casas assumirem a série. A Wikipédia em português data o livro em 1954 contra o 1952 do catálogo de origem familiar, e a discordância fica registrada em vez de resolvida. Luís Washington Vita, então figura fixa do establishment filosófico brasileiro, resenhou-o com desprezo em 1953; essa resenha é conhecida por este projeto apenas por citação na literatura secundária, já que os originais da Revista Brasileira de Filosofia não foram alcançados.[12] [1] [3]
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1953 ?
Os livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
Editora Logos: começa a produção em série
Lógica e Dialéctica — datada de 1954 pela Wikipédia em português — junto com Curso de Oratória e Retórica e Técnica do Discurso Moderno, todos publicados em 1953 por sua própria Editora Logos. O Curso de Oratória e Retórica chegou a doze edições e foi o motor comercial que pagou a filosofia.[12] [1]
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1954 ?
Os livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
O Homem que Nasceu Póstumo e Análise Dialética do Marxismo
Dois livros num ano: O Homem que Nasceu Póstumo — um livro, distinto do ensaio-prefácio de 1945 “O homem que foi um campo de batalha”, com o qual catálogos e resultados de busca o confundem rotineiramente — e Análise Dialética do Marxismo, publicado quando ele era presença regular num meio anarquista que discutia com marxistas nos próprios termos deles.[12] [1]
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1956 ?
Os livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
Quatro títulos num ano
Tratado de Simbólica, Pitágoras e o Tema do Número, O Homem perante o Infinito e Noologia Geral. Dois dos quatro carregam discordância de ano entre o catálogo de origem familiar e a Wikipédia em português: lá o Tratado é datado de 1955, e Pitágoras de 1960. As duas leituras ficam registradas e nenhuma é adotada.[12] [1]
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1957 ?
Os livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
Filosofia Concreta, a coleção Minimax e as obras de lógica
Filosofia Concreta — o livro que dá nome a seu sistema — é datado de 1957 pelo catálogo de origem familiar e de 1956 pela própria página biográfica do Instituto Cultural Logos, de modo que o site dos admiradores se contradiz a respeito do título central da obra que existe para promover. A coleção de bolso “Minimax”, de dez volumes, e O Um e o Múltiplo em Platão vieram em 1958, e Métodos Lógicos e Dialécticos em 1959. Uma quarta edição revista de Filosofia Concreta, em três volumes, saiu em 1961.[12] [13] [1]
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1960 ?
Os livros e a EnciclopédiaVida e formaçãoSão Paulo, SP, Brasil
Editora Matese; a série Convite
A primeira publicação de sua segunda casa, a Editora Matese, foi sua edição de Das Categorias, de Aristóteles, em 1960; Convite à Filosofia, Convite à Estética e Convite à Psicologia Prática vieram em 1961. Os Convites foram escritos para serem vendidos, e vendidos foram: de porta em porta e a crédito. Quantos exemplares é, em todo relato, o número de uma testemunha — Braga (2024) fala de “a casa do milhão”, Jaime Cubero, numa entrevista de 1997, disse mais de dois milhões — e este site atribui os dois em vez de adotar qualquer um deles.[12] [7] [6]
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1963 ?
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1964 ?
Vida e formaçãoOs livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
Conferências gravadas no Centro Convivium (1964–1967)
Uma série de conferências gravadas no Centro Convivium, em São Paulo, entre 1964 e 1967 — o principal registro que sobrevive dele falando, e não escrevendo. A datação vem da biografia mantida por admiradores e do catálogo de origem familiar.[13] [3]
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1967 ?
Os livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
Invasão Vertical dos Bárbaros e A Sabedoria dos Princípios
Invasão Vertical dos Bárbaros — seu título mais citado — foi publicado pela Matese em 1967, e não em 1966, como circula em listagens secundárias. A Sabedoria dos Princípios abriu a série Sabedoria no mesmo ano.[12] [1]
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19671967-08-16 ?
Vida e formaçãoOs livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
Conferência pública no Othon Palace
Uma conferência em 16 de agosto de 1967, a menos de oito meses de sua morte. O registro consultado dá a data e o local; o tema da conferência não consta ali, e este site não o fornece.[13] [3]
A data precisa repousa na página biográfica mantida por admiradores, que é fonte de origem familiar e não foi conferida contra notícia da época.
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1968 ?
Os livros e a EnciclopédiaSão Paulo, SP, Brasil
Os últimos volumes da Sabedoria; a Enciclopédia deixada inacabada
A Sabedoria da Unidade saiu em 1968, e A Sabedoria do Ser e do Nada veio em seguida, no mesmo ano, em dois volumes e já póstuma. A Enciclopédia das Ciências Filosóficas e Sociais nunca foi concluída, o que é uma das razões pelas quais seu tamanho pretendido é contestado em vez de contável.[12] [1]
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19681968-04-11
Vida e formaçãoSão Paulo, SP, Brasil
Morre em São Paulo, aos 61 anos
Nenhuma fonte consultada discorda da data; a causa dada é doença cardiovascular. Vale registrar um erro de dentro da literatura da retomada, porque ele viaja: o ensaio de Olavo de Carvalho diz que a doença o matou “aos 65 anos”. Ele tinha 61.[3] [1] [2] [7] [23] [10]
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19681968-12-18
Recepção e retomadaSão Paulo, SP, Brasil
O obituário morno de Vita; a declaração de Ladusãns e o envio à Europa
Luís Washington Vita, que o havia resenhado com desprezo em 1953, publicou um obituário morno em 1968; como a resenha, é conhecido aqui apenas por citação na literatura secundária. Em 18 de dezembro de 1968 o Pe. Stanislavs Ladusãns SJ assinou uma declaração que o chamava de pensador de valor extraordinário e “Filósofo solitário”, e enviou suas obras a bibliotecas de faculdades na Europa. Essa declaração — citada na Monografia das filhas e, através dela, na dissertação de Pachêco — é também o documento que fixa suas datas de nascimento e morte.[3]
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1976 ?
Recepção e retomadaVida e formaçãoSão Paulo, SP, Brasil
“Meu filosofar positivo e concreto”, em Rumos da Filosofia Atual no Brasil
Uma autoapresentação publicada postumamente no volume organizado pelo Pe. Ladusãns para as Edições Loyola. O texto da Loyola corta “Grão-mestre da Maçonaria” da descrição que ele mesmo fez do pai — uma diferença documentada entre versões de seu texto, aqui registrada como tal, sem nenhuma afirmação sobre quem fez o corte nem por quê.[3]
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1983 ?
Recepção e retomadaBrasil
Olavo de Carvalho encontra a obra pela primeira vez
Pela datação dele próprio, 1983. Mais tarde descreveu-se como o primeiro estudioso brasileiro a tirar as obras do ostracismo — caracterização de seu próprio papel, aqui registrada como afirmação com autor, e o começo do vetor de recepção que responde pela maior parte da visibilidade posterior deste assunto.[10]
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1988 ?
Recepção e retomadaJuiz de Fora, MG, Brasil
Primeira dissertação acadêmica sobre ele
Wadson Machado Neto defendeu a primeira dissertação universitária sobre Mário Ferreira dos Santos na Universidade Federal de Juiz de Fora — vinte anos depois de sua morte, e o início de uma linha acadêmica tênue mas contínua, que passa pela UFPB (2016), pela UFSC e pela FAJE (2019) e chega às publicações de Coimbra e da UFRJ em 2024.[3] [14]
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1997 ?
Recepção e retomadaO meio anarquistaBrasil
O Futuro do Pensamento Brasileiro, de Olavo de Carvalho; a entrevista de Cubero
Olavo de Carvalho publicou O Futuro do Pensamento Brasileiro e tratou do assunto em aulas do Seminário de Filosofia de 25 e 26 de julho. Em 15 de novembro do mesmo ano Jaime Cubero deu uma entrevista em que o chamou de seu grande guru e da pessoa mais culta que já havia conhecido — caracterização de uma testemunha de dentro do meio anarquista, registrada como tal.[10] [6]
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1998 ?
Os livros e a EnciclopédiaRecepção e retomadaBrasil
A republicação póstuma recomeça; o capítulo de Jorge Jaime
O Apocalipse de S. João saiu pela Cone Sul em 1998, e a Ibrasa o reeditou em 2000. No segundo volume de sua História da Filosofia no Brasil (2000), Jorge Jaime deu-lhe um capítulo, chamando-o de “o portentoso criador da filosofia concreta” e escrevendo que um filósofo brasileiro tinha sido condenado ao silêncio a vida toda. Esse é o enquadramento de Jaime para a recepção, e este site o atribui em vez de adotá-lo.[12] [3]
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2001
Os livros e a EnciclopédiaRecepção e retomadaSão Paulo, SP, Brasil
A É Realizações começa a edição da retomada; a Monografia das filhas
A Sabedoria das Leis Eternas — 144 páginas, ISBN 85-88062-03-8 — publicada pela É Realizações com “Introdução, edição de texto e notas” de Olavo de Carvalho: a edição que inicia a retomada comercial. No mesmo ano suas filhas Yolanda Lhullier dos Santos e Nadiejda Santos Nunes Galvão publicaram a Monografia sobre Mário Ferreira dos Santos, o documento familiar pelo qual passa a maior parte do registro biográfico deste site.[16] [3]
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2003 ?
Os livros e a EnciclopédiaBauru, SP, Brasil
Cristianismo: a religião do Homem (EDUSC)
Um título póstumo saído de uma editora universitária, e não da editora da retomada — um dos poucos pontos em que os canais acadêmico e comercial de sua sobrevida se tocam.[12]
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20092009-07-11 ?
Recepção e retomadaOnline
Discutido no Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho
Dois arquivos revisados do corpus de transcrições comunitárias do Curso Online de Filosofia são as portas de entrada para um conjunto de material muito maior do que esta entrada: COF014, datado de 11 de julho de 2009 e marcado como revisada, em que a aula toma Mário Ferreira dos Santos e observa que o estado de suas edições pede trabalho filológico; e COF274, de 13 de dezembro de 2014, também revisada. Ele satura o corpus — as buscas por seu nome atingem o limite de resultados no índice de 12 de agosto de 2026 sobre 1.027 arquivos —, de modo que um levantamento completo de quais aulas o abordam, e como, fica adiado em vez de tentado aqui. Tudo o que está acima é paráfrase: nada do corpus é citado literalmente neste site, porque a regra do próprio corpus exige conferir a passagem contra o áudio primeiro, e sabe-se que 32 arquivos indexados estão incompletos, o que faz de qualquer zero aqui medido uma pista, não uma ausência.[24]
A data é a data de cabeçalho do corpus num arquivo marcado como revisada, não uma data verificada de modo independente; sabe-se que as datas de cabeçalho do COF trazem erros de digitação nos dois sentidos, e por isso a sinalização fica.
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20092009-09-01
Os livros e a EnciclopédiaRecepção e retomadaSão Paulo, SP, Brasil
A É Realizações publica Filosofia Concreta em um volume
O Filosofia Concreta em volume único, ISBN 85-88062-71-2, datado de 1º de setembro de 2009 no registro de varejo — a edição da retomada do título que dá nome a seu sistema.[17]
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2017 ?
Recepção e retomadaOnline
Um curso online de cinco aulas; o repost do IFE do ensaio da Dicta&Contradicta
Olavo de Carvalho ministrou um curso online de cinco aulas sobre a obra, e o Instituto de Formação e Educação republicou seu ensaio da Dicta&Contradicta a respeito dele. O repost importa tanto para a citação como para a recepção: olavodecarvalho.org é hoje um domínio sequestrado que serve spam, de modo que a cópia do IFE é como este projeto consegue ler o ensaio.[10]
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20182018-05-08
Recepção e retomadaOs livros e a EnciclopédiaCuritiba, PR, Brasil
A Gazeta do Povo noticia que a reedição da É Realizações está atrasada
Numa coluna de 8 de maio de 2018, Francisco Escorsim escreveu que a reedição da obra pela É Realizações “encontra-se atrasada”, que Olavo de Carvalho — inicialmente envolvido nela — havia sido substituído como editor, e que o tratamento editorial havia mudado. Esse é o relato da coluna, e este site o registra como relato da coluna e não julga nada. Existe uma “Nota da É Realizações sobre Olavo de Carvalho e a edição das obras de Mário Ferreira dos Santos” oficial, como upload no academia.edu, mas ela estava atrás de uma barreira antirrobô quando este projeto tentou lê-la; por nunca ter sido lida, seu conteúdo não é aqui caracterizado de modo algum — nem como concordante nem como discordante da coluna.[11]
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2019 ?
Os livros e a EnciclopédiaRecepção e retomadaBrasil
Homens da Tarde; a dissertação de Pachêco; a monografia da FAJE
A É Realizações publicou Homens da Tarde, romance que ele escreveu na década de 1940 e nunca publicou, ISBN 85-80333-69-5. No mesmo ano Elvis Amsterdã do Nascimento Pachêco defendeu na UFSC a biografia verificada mais completa que este projeto alcançou, e Mirian Dornas Gomes Pereira entregou uma monografia na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia.[19] [3] [9]
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20202020-09 ?
Recepção e retomadaBrasil
O Guia para o estudo de sua obra, de Olavo de Carvalho (Vide Editorial)
Um guia de leitura da obra, ISBN 978-65-87138-09-1, publicado em setembro de 2020 — a última de suas intervenções datadas sobre este assunto antes de sua morte, em 2022.[18]
Mês e ISBN vindos de uma base de catálogo; o site da própria editora serviu um desafio antirrobô quando consultado, de modo que os dados do selo não foram confirmados na fonte.
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2024 ?
Recepção e retomadaBrasil / Portugal
A recepção acadêmica se amplia além da retomada
Paulo H. F. S. F. Braga publicou um estudo na Revista Ítaca 40 (UFRJ), pp. 241–275, e uma resenha na Revista Filosófica de Coimbra (DOI 10.14195/0872-0851_66_8); o texto de Coimbra registra também o Vida e Obra de Mário Ferreira dos Santos, de Elvis Amsterdã, publicado pela Danúbio em 2023. Com Roger Moura dos Santos (UFPB, 2016) e Moura & Azevêdo na Problemata (2015), esta é uma linha de leitura que não passa toda por Olavo de Carvalho: Pachêco segue seu mapa estrutural explicitamente e o credita, enquanto o artigo de Braga na Ítaca não.[7] [8] [4] [5] [3]
Nenhum acontecimento corresponde. Limpe a busca ou reative uma narrativa.
Narrativas paralelas
A cronologia lida como narrativas paralelas: uma linha por faixa, uma coluna por década, e em cada célula o número de acontecimentos dessa faixa nessa década. Um acontecimento que pertence a várias narrativas é contado em cada uma, pelo que as linhas somam mais do que o total de acontecimentos. Selecione um número para ir a essa década na cronologia.
Estas quatro faixas são uma leitura editorial desta cronologia, não um fato neutro a seu respeito. Foram escolhidas porque as próprias fontes se separam por essas costuras — uma biografia sustentada quase inteiramente por documentos de origem familiar, uma militância documentada pela pesquisa em estudos anarquistas, uma bibliografia que só um catálogo familiar e de admiradores lista por inteiro, e uma recepção datada, partidária e disputada. Os acontecimentos ficam em mais de uma faixa sempre que pertencem a mais de uma história, de modo que os totais das faixas somam mais do que o número de acontecimentos. Deliberadamente SEM faixa: suas próprias doutrinas filosóficas (esta é uma cronologia de uma vida e de seus documentos, não uma exposição da filosofia concreta); as traduções que fez para livros de outras pessoas, registradas dentro dos acontecimentos em vez de acompanhadas como fio narrativo; e o ecossistema vivo de admiradores em torno de sua obra, que é assunto distinto. A ausência de uma faixa não é afirmação de irrelevância.
Em que se fundamenta cada faixa
- Vida e formação — A biografia documentada, que corre quase inteiramente por um único canal: a Monografia sobre Mário Ferreira dos Santos (2001), das filhas, lida aqui através da dissertação de Pachêco na UFSC (2019) — a biografia verificada mais completa alcançada —, com a declaração de Ladusãns de 18 de dezembro de 1968 fixando as datas de nascimento e morte e as duas Wikipédias como conferências terciárias.[3] [1] [2]
- O meio anarquista — A pesquisa sobre sua militância como anarquista cristão no Centro de Cultura Social de São Paulo a partir de 1945 — Ramus na Verve (2008) e Braga na Revista Ítaca (2024) — junto com o testemunho de Jaime Cubero, que o conheceu ali. Esta faixa registra convivência, influência e testemunho, não uma afirmação doutrinária sobre o que era o seu anarquismo.[6] [7]
- Os livros e a Enciclopédia — A lista de obras publicada pelo Instituto Cultural Logos, mantido por admiradores, e derivada do catálogo das filhas — a única listagem completa alcançada —, conferida com as duas Wikipédias, com toda discordância de ano entre catálogo e Wikipédia sinalizada no acontecimento que carrega o título. Ele era o editor de si mesmo (Logos, depois Matese), de modo que um ano de edição é um fato comercial tanto quanto bibliográfico.[12] [1] [2]
- Recepção e retomada — O registro datado de quem o leu e quando: a resenha de 1953 e o obituário de 1968 de Vita (conhecidos apenas por citação), a declaração de Ladusãns de 1968, o capítulo de Jorge Jaime em 2000, as dissertações acadêmicas a partir de 1988 e as intervenções datadas de Olavo de Carvalho entre 1983 e 2020. Se esse último vetor serviu bem à filosofia é matéria de disputa, e esta faixa guarda os dois lados da disputa sem resolvê-la.[10] [3] [11] [14]
Figuras-chave
Francisco Dias Ferreira dos Santos
Portugal / Brasil
Pai. Português, do Porto; afilhado de Camilo Castelo Branco; ator, empresário teatral e pioneiro do cinema no Brasil (Guarany Filmes, Pelotas; O Crime dos Banhados, 1914). Maçom e anticlerical que, ainda assim, entregou o filho aos jesuítas. A descrição publicada que o filho fez dele foi editada entre versões: o texto da Loyola de 1976 suprime “Grão-mestre da Maçonaria”.[3] [1]
Yolanda Duro Lhullier dos Santos
Brasil
Esposa; casaram-se em 1929. O casamento e a casa pertencem ao bloco do registro de origem familiar — estão documentados pela Monografia das filhas e pelas biografias construídas sobre ela, não por registros civis independentes alcançados por este projeto.[3] [1]
Yolanda Lhullier dos Santos and Nadiejda Santos Nunes Galvão
Brasil
Filhas, e coautoras da Monografia sobre Mário Ferreira dos Santos (2001) — o documento familiar pelo qual passa quase todo o detalhe biográfico deste site, inclusive a declaração de Ladusãns e o catálogo de obras. Nadiejda também deu um testemunho filmado sobre o pai, que este projeto listou mas não explorou.[3] [21] [12]
Jaime Cubero
1926–1998 · Brasil
Militante anarquista do Centro de Cultura Social, em São Paulo, onde os dois se conheceram a partir de 1945. Numa entrevista de 1997 chamou Mário Ferreira dos Santos de seu grande guru e da pessoa mais culta que havia conhecido, e deu a mais alta das cifras que circulam de livros vendidos — mais de dois milhões de exemplares. Ambas são declarações de uma testemunha e são aqui atribuídas como tais.[6] [7]
Pe. Stanislavs Ladusãns SJ
1912–1993 · Letônia / Brasil
Filósofo jesuíta nascido na Letônia e radicado no Brasil. Sua declaração de 18 de dezembro de 1968 — que chama o biografado de pensador de valor extraordinário e “Filósofo solitário” — fixa as datas de nascimento e morte usadas aqui, e ele enviou as obras a bibliotecas de faculdades na Europa. Organizou também Rumos da Filosofia Atual no Brasil (Loyola, 1976), onde a autoapresentação do biografado foi publicada postumamente.[3]
Luís Washington Vita
Brasil
Filósofo e historiador da filosofia brasileira; a reação documentada do establishment, duas vezes — uma resenha depreciativa de Filosofia e Cosmovisão em 1953 e um obituário morno em 1968. Os dois textos são conhecidos por este projeto apenas por citação na literatura secundária; os originais da Revista Brasileira de Filosofia não foram alcançados, de modo que o que ele de fato argumentou além das linhas citadas fica aqui por verificar.[3]
Jorge Jaime
Brasil
Historiador da filosofia brasileira. No segundo volume de sua História da Filosofia no Brasil (2000) deu um capítulo ao biografado, chamou-o de “o portentoso criador da filosofia concreta” e escreveu que um filósofo brasileiro tinha sido condenado ao silêncio a vida toda. Esse enquadramento da recepção é dele, e aqui fica registrado como dele.[3]
Olavo de Carvalho
1947–2022 · Brasil / EUA
O vetor de recepção, e um vetor datado: primeiro encontro em 1983, O Futuro do Pensamento Brasileiro e as aulas do Seminário em 1997, a edição da É Realizações de A Sabedoria das Leis Eternas em 2001, o ensaio da Dicta&Contradicta, um curso de cinco aulas em 2017 e o Guia para o estudo de sua obra em 2020. Descreveu-se como o primeiro estudioso brasileiro a tirar as obras do ostracismo; Pachêco, um acadêmico, credita-lhe o mapa estrutural pelo qual quem tem uma visão de conjunto desta filosofia a tem. A Gazeta do Povo noticiou em 2018 que ele havia sido substituído como editor da reedição da É Realizações. É a fonte da cifra de 52 volumes e do enquadramento do “isolamento absoluto”, ambos atribuídos neste site e nenhum adotado.[10] [3] [11] [18]
Edson Manoel de Oliveira Filho
Brasil
Fundador da É Realizações (1995), a editora das edições da retomada a partir de 2001 — A Sabedoria das Leis Eternas (2001), o Filosofia Concreta em volume único (2009), Homens da Tarde (2019).[11] [16]
Elvis Amsterdã do Nascimento Pachêco
Brasil
Autor da dissertação de 2019 na UFSC, a biografia verificada mais completa que este projeto alcançou, e de Vida e Obra de Mário Ferreira dos Santos (Danúbio, 2023). Encaminha sua leitura explicitamente pelo mapa estrutural de Olavo de Carvalho, e o diz.[3] [8]
Organizações relacionadas
Desambiguação e nuances
As confusões abaixo são as que de fato reaparecem em catálogos, resultados de busca e textos secundários sobre este assunto. Cada uma registra a distinção que as próprias fontes fazem, com as afirmações atribuídas a quem as faz.
A contagem de volumes da Enciclopédia é contestada — e nenhuma fonte sustenta “mais de 100”
Circulam quatro cifras, e cada uma tem autor: 52 (Olavo de Carvalho, no ensaio da Dicta&Contradicta), 45 (Wikipédia em inglês), “cerca de 50” (Moura & Azevêdo, Problemata, 2015) e uma numeração de catálogo de origem familiar de I a XLVIII que inclui manuscritos inéditos e fragmentos. Elas não estão contando a mesma coisa — títulos em vários volumes, material inédito e volumes planejados mas não escritos mexem cada um no total —, e é por isso que este site atribui todas as cifras e não adota nenhuma. Um ponto a mais é correção, e não atribuição: a afirmação de um “plano de mais de 100 volumes”, que aparece em textos de divulgação sobre ele, não é sustentada por nenhuma fonte alcançada por este projeto, e nada neste site afirma um.[10] [2] [5] [12]
“Silenciado” ou “independente”? — dois enquadramentos, ambos atribuídos
Uma leitura sustenta que ele foi marginalizado: Jorge Jaime escreveu em 2000 que um filósofo brasileiro tinha sido condenado ao silêncio a vida toda e chamou de “facciosa” a crítica que se fez dele; Ladusãns chamou-o de filósofo solitário em 1968; Olavo de Carvalho descreve um isolamento absoluto à maneira de Vico e um muro de silêncio depois de sua morte, levanta a hipótese de uma contribuição do PCB para esse muro depois do debate com Caio Prado Júnior e então conclui contra a sua própria hipótese — o Brasil ignorou o filósofo, escreve ele, simplesmente porque não sabia do que ele estava falando. A outra leitura sustenta que boa parte da distância foi escolhida: Pachêco observa que ele foi obstinado em criar a própria posição e em recusar cargos públicos, ainda que tenha aceitado o posto docente jesuíta do fim da vida; um homem que vende livros às centenas de milhares de porta em porta não é, sem mais, um homem ignorado; e Olavo mesmo admite que as omissões, as frases truncadas e os erros gerais de revisão dos livros faziam deles um tormento de leitura — uma explicação que, na frase dele, explica sem justificar. Este site registra os dois enquadramentos com seus autores e não julga nenhum.[10] [3] [7]
“O homem que foi um campo de batalha” é um ensaio, não um livro
Escrito em 1943 e publicado em 1945 como prefácio de sua tradução de The Will to Power, de Nietzsche, para a Livraria do Globo. Não é um volume separado, e não é O Homem que Nasceu Póstumo (1954), que é um livro e um texto diferente. As listagens que transformam o ensaio num título, ou que fundem os dois, erram nas duas contas.[3] [12]
institutoculturallogos.com é um site de admiradores, não do espólio — e nenhum site do espólio tem existência confirmada
O site atual do Instituto Cultural Logos carrega o catálogo de obras mais completo, uma biografia e um guia de fontes com mais de 236 estudos, tudo isso valioso e tudo isso fonte familiar e de admiradores, rotulada como tal sempre que este conjunto de dados a cita. Não é o Instituto Cultural Logos que ele mesmo manteve a partir de 1947, e não é um espólio. Nem há outro: os domínios marioferreiradossantos.com e .com.br devolveram reset quando tentados e estão ausentes dos índices de busca, de modo que nenhum site oficial do espólio tem existência confirmada. Não cite nenhum.[12] [13] [14]
A retomada é disputada pelas pessoas de dentro dela
Olavo de Carvalho organizou a edição de 2001 da É Realizações e é creditado por Pachêco — um acadêmico, não um partidário — como aquele a quem deve a sua visão quem tem uma visão de conjunto desta filosofia. A Gazeta do Povo noticiou em 2018 que ele havia sido substituído como editor da reedição e que o tratamento editorial dela havia mudado; esse é o relato da coluna, registrado como tal. A É Realizações publicou uma “Nota” sobre Olavo de Carvalho e a edição das obras, que este projeto não conseguiu ler porque o upload fica atrás de uma barreira antirrobô — de modo que sua posição não é aqui caracterizada em nenhum sentido. Se a leitura conduzida por Olavo serve à filosofia é matéria contestada na própria pesquisa: Pachêco passa explicitamente por seu mapa estrutural, o artigo de Braga na Ítaca de 2024 não.[11] [3] [10] [7]
Não está no DHBB, e não é o outro Ferreira dos Santos
O Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro do CPDOC/FGV não tem verbete para o filósofo. Isso é um negativo conferido, não uma suposição não testada: a busca foi feita no repositório e devolveu apenas um “Ferreira dos Santos” sem relação com ele, nascido em 1894 — o que serve também de controle positivo de que a busca em si funcionou. A cadeia do sobrenome é comum nas fontes brasileiras e atrai gente sem relação nenhuma; um resultado isolado de “Ferreira dos Santos” não é prova a respeito deste biografado.[20]
Referências
24 fontes · 23 com cópia no Internet Archive. As fontes abrangem o espectro de perspectivas de forma deliberada; afirmações controversas são atribuídas aos seus autores.
- Mário Ferreira dos Santos · 🗄 arquivado 2026-08-31 Terciária. Usada como conferência e como um dos lados das discordâncias de ano por obra: data Filosofia e Cosmovisão em 1954, Lógica e Dialéctica em 1954, o Tratado de Simbólica em 1955 e Pitágoras em 1960, contra o catálogo de origem familiar. É também a única fonte para o início, em 1947, dos cursos por correspondência da Logos.
- Mário Ferreira dos Santos · 🗄 arquivado 2026-02-16 Terciária, e fonte da cifra de 45 volumes para a Enciclopédia registrada neste site — uma cifra atribuída entre quatro, não um total que este site adote.
- Elvis Amsterdã do Nascimento Pachêco — doctoral dissertation on Mário Ferreira dos Santos (2019) · 🗄 arquivado 2022-05-25 Acadêmica, e a biografia verificada mais rica alcançada por este projeto — a maior parte do registro de vida daqui passa por ela, e pela Monografia das filhas (2001) que ela cita, inclusive a declaração de Ladusãns e as provas dos jornais de Pelotas que o geobloqueio da Biblioteca Nacional pôs fora de alcance direto. O autor encaminha sua leitura pelo mapa estrutural de Olavo de Carvalho e o diz, o que vale saber ao pesar seu enquadramento da recepção. A página do handle é barrada por JavaScript; o bitstream do PDF é servido a um user-agent de navegador.
- Roger Moura dos Santos — dissertation on Mário Ferreira dos Santos (2016) · 🗄 arquivado 2025-11-01
- Moura & Azevêdo — article on Mário Ferreira dos Santos, Problemata (2015) · 🗄 arquivado 2026-09-14 Acadêmica; fonte da estimativa de “cerca de 50 volumes” para a Enciclopédia, aqui citada como uma cifra atribuída entre quatro. Lida pelo espelho da Dialnet.
- Ramus — Mário Ferreira dos Santos and Brazilian anarchism, Verve (2008) · 🗄 arquivado 2024-09-15 Acadêmica, do campo dos estudos anarquistas; a principal documentação de sua militância como anarquista cristão no Centro de Cultura Social e de sua influência sobre os irmãos Cubero e Maurício Tragtenberg. Carrega também as declarações de Jaime Cubero na entrevista de 1997, que são testemunho e são atribuídas como tal.
- Paulo H. F. S. F. Braga — study on Mário Ferreira dos Santos, Revista Ítaca 40 (2024), pp. 241–275 · 🗄 arquivado 2024-12-06 Acadêmica; uma leitura recente que não passa pelo enquadramento da retomada, e a fonte de “a casa do milhão” como cifra de exemplares vendidos — cifra aqui atribuída a ela, não adotada.
- Paulo H. F. S. F. Braga — review, Revista Filosófica de Coimbra 66 (2024), DOI 10.14195/0872-0851_66_8 · 🗄 arquivado 2026-09-14 Acadêmica; a ponta portuguesa da recepção de 2024, e o registro pelo qual este projeto tem notícia do Vida e Obra de Mário Ferreira dos Santos, de Elvis Amsterdã, de 2023.
- Mirian Dornas Gomes Pereira — monografia (2019) · 🗄 arquivado 2025-08-07 Acadêmica, da tradição da faculdade jesuíta que também produziu Ladusãns — uma perspectiva que vale nomear, já que o fio jesuíta vai de seus estudos a seu último posto docente e a seu advogado póstumo.
- Mário Ferreira dos Santos e o nosso futuro — Olavo de Carvalho · 🗄 arquivado 2025-06-30 Simpático, e na prática o manifesto da retomada: é a fonte da cifra de 52 volumes, dos enquadramentos do “isolamento absoluto” e do “muro de silêncio”, do debate sem data com Caio Prado Júnior e da “primeira metanoia” em seu quadragésimo terceiro ano. Tudo o que deste texto é tomado neste site é atribuído a seu autor. Contém também um erro factual que viaja — dá sua idade na morte como 65 anos, e ele tinha 61. Publicado primeiro na Dicta&Contradicta 3 e lido aqui pelo repost do IFE, porque olavodecarvalho.org é um domínio sequestrado que serve spam.
- Editoras em tempos de guerra cultural II — Francisco Escorsim (8 May 2018) · 🗄 arquivado 2022-10-19 Uma coluna de opinião, e a única fonte aqui para a notícia de 2018 de que a reedição da É Realizações estava atrasada, de que Olavo de Carvalho havia sido substituído como editor e de que o tratamento editorial havia mudado. Registrada neste site como o relato daquela coluna. A É Realizações publicou uma “Nota” própria sobre o caso que este projeto não conseguiu ler, de modo que nenhum outro lado do relato está representado.
- Enciclopédia das Ciências Filosóficas e Sociais — catalogue · 🗄 arquivado 2024-02-07 Mantido por admiradores e de origem familiar: a lista de obras mais completa alcançada, numerando a série de I a XLVIII e incluindo manuscritos inéditos e fragmentos, tratada em todo este conjunto de dados como fonte familiar e de admiradores, e não como bibliografia neutra. Não é um site do espólio e não tem ligação com a operação de cursos de 1947 cujo nome reutiliza.
- Biografia e fotos — Mário Ferreira dos Santos · 🗄 arquivado 2026-09-14 Página biográfica mantida por admiradores, de origem familiar. Contradiz o catálogo do próprio site quanto ao ano de Filosofia Concreta, e é por isso que os dois anos aparecem neste site e nenhum é adotado.
- Trabalhos sobre Mário Ferreira dos Santos — index · 🗄 arquivado 2023-04-03 Guia de fontes mantido por admiradores, que lista mais de 236 estudos sobre ele. Usado aqui como índice do formato da recepção acadêmica, não como autoridade para qualquer afirmação particular.
- Mário Ferreira dos Santos — filosofia concreta (study blog) · 🗄 arquivado 2025-02-21 Blog de estudos mantido por admiradores, rotulado como tal; listado para registro de onde o material circula. Nenhuma afirmação deste site se apoia nele.
- A Sabedoria das Leis Eternas (É Realizações, 2001) — edition record · 🗄 arquivado 2021-01-19 Base de catálogo de leitores, usada apenas para o selo, a paginação (144 pp.) e o ISBN (85-88062-03-8) da edição de 2001, e para a linha de crédito que nomeia Olavo de Carvalho como editor do texto. Recusou a ferramenta de fetch e foi servida a um user-agent de navegador.
- Filosofia Concreta (É Realizações, 2009) — retail record · 🗄 arquivado 2026-09-14 Listagem de varejo, usada apenas para a data de publicação (1º de setembro de 2009) e o ISBN (85-88062-71-2) da edição em volume único.
- Mário Ferreira dos Santos: guia para o estudo de sua obra (Vide Editorial, 2020) · 🗄 arquivado 2026-09-14 Base de catálogo, usada para o mês e o ISBN do Guia de 2020 porque o site da própria editora serviu um desafio antirrobô quando consultado.
- Homens da Tarde (É Realizações, 2019) — catalogue record · 🗄 arquivado 2026-09-14
- Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro — repository · 🗄 arquivado 2025-05-08 Citado para um achado NEGATIVO, com o seu controle: pesquisado em 12 de agosto de 2026 por um verbete sobre o filósofo, o repositório devolveu apenas um “Ferreira dos Santos” sem relação com ele, nascido em 1894 — o que mostra que a busca funcionou e que não existe verbete para este biografado. Lido pelo espelho público no GitHub dos textos do dicionário.
- Depoimento de Nadiejda Santos Nunes Galvão sobre seu pai · 🗄 arquivado 2025-01-02 Testemunho familiar da filha — uma perspectiva, não uma fonte de fatos, e ainda não explorada: nenhuma afirmação deste site se apoia nele. Listado para que a próxima passagem tenha o endereço.
- Livros de Mário Ferreira dos Santos: 5 títulos para ler e reler A lista de leitura da própria editora da retomada. INACESSÍVEL quando este projeto a tentou, em 12 de agosto de 2026 (reset de SSL / barreira antirrobô com 503), de modo que nada neste site tem nela a sua fonte e o relato da própria editora sobre a sua edição não está representado em lugar algum daqui. Listada para que a próxima tentativa tenha o endereço.
- Mário Ferreira dos Santos — memorial · 🗄 arquivado 2026-09-21 Base de dados memorial de contribuição dos usuários; usada apenas como um registro corroborante da data da morte, ao lado de fontes que não dependem dela.
- COF — community transcriptions of the Curso Online de Filosofia · 🗄 arquivado 2026-08-03 Corpus, citado e nunca republicado aqui. O projeto de origem declara CC0 para o trabalho de transcrição; as aulas em si continuam pertencendo ao espólio. Os arquivos carregam um estado de revisão da transcrição — as duas portas de entrada usadas neste site, COF014 (11 de julho de 2009) e COF274 (13 de dezembro de 2014), estão ambas marcadas como revisada — e os arquivos não revisados são ASR bruto, cujas datas de cabeçalho e nomes próprios não são confiáveis. Este biografado satura o corpus, de modo que o que aparece neste site são duas portas de entrada datadas e uma paráfrase, não um levantamento; e porque se sabe que 32 arquivos indexados estão incompletos, qualquer zero medido contra ele é uma pista, não uma ausência. Nada é citado literalmente sem verificação prévia contra o áudio.