Acontecimentos ao longo do tempo
Como o registo se distribui no tempo. A altura de cada barra é o número de acontecimentos registados nessa década; a parte tracejada corresponde a acontecimentos cuja data ainda não foi verificada com uma fonte primária. Selecione uma década para saltar para ela na cronologia.
- 11890s1890s: 1 acontecimento
- 11900s1900s: 1 acontecimento
- 5 décadas sem acontecimentos registados (1910–1959)
- 41960s1960s: 4 acontecimentos, 1 com data não verificada
- 51970s1970s: 5 acontecimentos, 2 com data não verificada
- 41980s1980s: 4 acontecimentos
- 61990s1990s: 6 acontecimentos, 1 com data não verificada
- 32000s2000s: 3 acontecimentos
- 52010s2010s: 5 acontecimentos, 1 com data não verificada
- 42020s2020s: 4 acontecimentos
Narrativas paralelas
A cronologia lida como narrativas paralelas: uma linha por faixa, uma coluna por década, e em cada célula o número de acontecimentos dessa faixa nessa década. Um acontecimento que pertence a várias narrativas é contado em cada uma, pelo que as linhas somam mais do que o total de acontecimentos. Selecione um número para ir a essa década na cronologia.
Estas faixas são uma leitura editorial desta cronologia, não um índice neutro. Agrupam os acontecimentos pelo TIPO de ato — as origens do movimento, atos da hierarquia, o capítulo brasileiro, comunidades e obras, disciplina e revisão, e a medição externa — e deliberadamente NÃO por linhas confessionais: nenhuma faixa separa católicos de protestantes/pentecostais, porque essa fronteira é contestada nas fontes e faixas traçadas sobre ela a fariam parecer estabelecida. Os dois acontecimentos anteriores aos anos 1960 ficam numa faixa cujo próprio rótulo carrega a atribuição, porque lê-los como precursores é uma afirmação que este conjunto de dados registra, e não adota. Os acontecimentos pertencem a várias faixas quando pertencem a várias narrativas. Cada faixa declara o que a fundamenta; o que foi considerado e deixado de fora, e por quê, está registrado na issue #26.
| Narrativa | 1890s | 1900s | 5 décadas sem acontecimentos registados (1910–1959) | 1960s | 1970s | 1980s | 1990s | 2000s | 2010s | 2020s | Acontecimentos |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Antecedentes (atribuídos, não adotados) | 1Antecedentes (atribuídos, não adotados), 1890s: 1 acontecimento | 1Antecedentes (atribuídos, não adotados), 1900s: 1 acontecimento | Antecedentes (atribuídos, não adotados), 1960s: sem acontecimentos registados | Antecedentes (atribuídos, não adotados), 1970s: sem acontecimentos registados | Antecedentes (atribuídos, não adotados), 1980s: sem acontecimentos registados | Antecedentes (atribuídos, não adotados), 1990s: sem acontecimentos registados | Antecedentes (atribuídos, não adotados), 2000s: sem acontecimentos registados | Antecedentes (atribuídos, não adotados), 2010s: sem acontecimentos registados | 1Antecedentes (atribuídos, não adotados), 2020s: 1 acontecimento | 3 | |
| As origens da Renovação | As origens da Renovação, 1890s: sem acontecimentos registados | As origens da Renovação, 1900s: sem acontecimentos registados | 3As origens da Renovação, 1960s: 3 acontecimentos | 1As origens da Renovação, 1970s: 1 acontecimento | As origens da Renovação, 1980s: sem acontecimentos registados | As origens da Renovação, 1990s: sem acontecimentos registados | As origens da Renovação, 2000s: sem acontecimentos registados | 1As origens da Renovação, 2010s: 1 acontecimento | As origens da Renovação, 2020s: sem acontecimentos registados | 5 | |
| Atos da hierarquia | Atos da hierarquia, 1890s: sem acontecimentos registados | Atos da hierarquia, 1900s: sem acontecimentos registados | Atos da hierarquia, 1960s: sem acontecimentos registados | 1Atos da hierarquia, 1970s: 1 acontecimento | 2Atos da hierarquia, 1980s: 2 acontecimentos | 3Atos da hierarquia, 1990s: 3 acontecimentos | 2Atos da hierarquia, 2000s: 2 acontecimentos | 3Atos da hierarquia, 2010s: 3 acontecimentos | 2Atos da hierarquia, 2020s: 2 acontecimentos | 13 | |
| O capítulo brasileiro | O capítulo brasileiro, 1890s: sem acontecimentos registados | O capítulo brasileiro, 1900s: sem acontecimentos registados | 1O capítulo brasileiro, 1960s: 1 acontecimento, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | 3O capítulo brasileiro, 1970s: 3 acontecimentos, 2 com data ainda não verificada com uma fonte primária | 2O capítulo brasileiro, 1980s: 2 acontecimentos | 4O capítulo brasileiro, 1990s: 4 acontecimentos, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | 2O capítulo brasileiro, 2000s: 2 acontecimentos | 2O capítulo brasileiro, 2010s: 2 acontecimentos, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | 2O capítulo brasileiro, 2020s: 2 acontecimentos | 16 | |
| Comunidades e obras | Comunidades e obras, 1890s: sem acontecimentos registados | Comunidades e obras, 1900s: sem acontecimentos registados | 1Comunidades e obras, 1960s: 1 acontecimento | 1Comunidades e obras, 1970s: 1 acontecimento | 3Comunidades e obras, 1980s: 3 acontecimentos | 2Comunidades e obras, 1990s: 2 acontecimentos | 1Comunidades e obras, 2000s: 1 acontecimento | 1Comunidades e obras, 2010s: 1 acontecimento | 1Comunidades e obras, 2020s: 1 acontecimento | 10 | |
| Disciplina e revisão | Disciplina e revisão, 1890s: sem acontecimentos registados | Disciplina e revisão, 1900s: sem acontecimentos registados | Disciplina e revisão, 1960s: sem acontecimentos registados | Disciplina e revisão, 1970s: sem acontecimentos registados | Disciplina e revisão, 1980s: sem acontecimentos registados | 1Disciplina e revisão, 1990s: 1 acontecimento | 1Disciplina e revisão, 2000s: 1 acontecimento | Disciplina e revisão, 2010s: sem acontecimentos registados | Disciplina e revisão, 2020s: sem acontecimentos registados | 2 | |
| Medição e análise | Medição e análise, 1890s: sem acontecimentos registados | Medição e análise, 1900s: sem acontecimentos registados | Medição e análise, 1960s: sem acontecimentos registados | Medição e análise, 1970s: sem acontecimentos registados | Medição e análise, 1980s: sem acontecimentos registados | 1Medição e análise, 1990s: 1 acontecimento, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | 1Medição e análise, 2000s: 1 acontecimento | 2Medição e análise, 2010s: 2 acontecimentos, 1 com data ainda não verificada com uma fonte primária | Medição e análise, 2020s: sem acontecimentos registados | 4 |
Em que se fundamenta cada faixa
- Antecedentes (atribuídos, não adotados) — Os dois acontecimentos que precedem a lacuna de cerca de 60 anos nesta cronologia. Os relatos do movimento leem Elena Guerra como precursora da Renovação, e o conjunto de dados registra os reveses de Topeka e da Rua Azusa como «contexto para, e não parte de» o movimento católico. Esta faixa os mantém visíveis em vez de ausentes, e o seu RÓTULO carrega a atribuição para que a faixa não seja lida como se o conjunto de dados afirmasse uma genealogia. Uma faixa chamada apenas «precursores» afirmaria exatamente isso.[57] [1]
- As origens da Renovação — A periodização do próprio movimento: ele se data a partir do fim de semana de Duquesne, em fevereiro de 1967, e celebrou nessa base o Jubileu de Ouro com Francisco em 2017. Esta faixa segue essa autodatação — uma das duas bases que a issue #26 pediu que se escolhesse — e por isso cobre as fundações de 1967 e a primeira consolidação teológica, não os atos posteriores da hierarquia, que têm faixa própria.[38]
- Atos da hierarquia — Atos pelos quais a hierarquia se posicionou diante do movimento: discursos papais, reconhecimentos de estatutos e de comunidades por dicastérios, uma canonização, uma penalidade — e o próprio Documento 53 dos bispos brasileiros. Deliberadamente NÃO chamada «Roma», porque a CNBB é uma conferência episcopal e não a Santa Sé, e reunir as duas descreveria erradamente o documento que mais moldou a posição do movimento no Brasil.[12] [28]
- O capítulo brasileiro — O segundo tema declarado deste repositório — o seu subtítulo nomeia «origens globais E o movimento brasileiro». Dito com clareza: esta é uma faixa de CAPÍTULO, não uma faixa de tipo de ato como as outras, pelo que atravessa deliberadamente as demais; a alternativa era deixar o próprio segundo tema do repositório sem faixa alguma. Não é um índice geográfico — os dados de lugar e o mapa cumprem essa função.
- Comunidades e obras — Fundações e obras institucionais — as comunidades de aliança e a sua federação, as comunidades brasileiras e as obras de mídia que delas nasceram. Agrupadas como fundações, sem hierarquizá-las nem sugerir que os corpos internacionais e brasileiros estejam numa relação de origem que as fontes não afirmam.
- Disciplina e revisão — Revisão episcopal de uma comunidade e uma penalidade canônica contra um prelado associado ao movimento. Mantida como faixa própria pelo raciocínio da issue #26: reuni-las em «comunidades e obras» as suavizaria, e não ter faixa alguma as esconderia. Pequena por concepção — dois acontecimentos.
- Medição e análise — Observações atribuídas SOBRE o movimento, e não atos DELE: instrumentos de levantamento e análise sociológica, mais a cifra de participantes autodeclarada pelo próprio movimento. A faixa mantém os dois vocabulários lado a lado, mas distintos, exactamente como faz o gráfico de números — uma autodeclaração e uma percentagem da população não são a mesma medição, e o conjunto de dados nunca as funde.[32] [58]
Sobre
Conjunto de dados em elaboração, compilado a partir de fontes públicas. As fontes do movimento (RCC Brasil, Canção Nova, CHARIS, ICCRS) são identificadas como tais nas referências; os números de participação são do próprio movimento e são atribuídos, nunca afirmados; a divergência de 1969 vs. 1972 sobre a chegada ao Brasil é registrada, não resolvida; as caracterizações sociológicas ('pentecostalização', concorrência com as CEBs) são atribuídas aos seus autores. Correções com base em fontes primárias são bem-vindas.
- O que é
- Um movimento de espiritualidade do 'batismo no Espírito Santo' dentro da Igreja Católica — grupos de oração, carismas, louvor expressivo — nascido entre estudantes universitários dos EUA em 1967 e hoje presente em todo o mundo, tendo o Brasil entre as suas maiores expressões nacionais.[1] [7]
- Momento fundador
- O 'Duquesne Weekend', 17–19 de fevereiro de 1967: um retiro de estudantes da Duquesne University em The Ark and the Dove (Gibsonia, Pensilvânia) com relatos de experiências de batismo no Espírito.[2] [3]
- Chegada ao Brasil
- 1969 segundo o relato do próprio movimento (os cursos de oração do Pe. Haroldo Rahm em Campinas), com difusão nacional a partir de 1972 via Pe. Eduardo Dougherty — uma fonte acadêmica (Prandi) escreve 'meados dos anos 1970', enquanto outra (Souza 2008, citando Prandi e Carranza) escreve 'entre 1969 e 1970'; a divergência é registrada. ?[7] [9] [64]
- Recepção papal
- Paulo VI dirigiu-se ao congresso do movimento em Roma em 1975 ('uma oportunidade para a Igreja e para o mundo'); João Paulo II recebeu os seus dirigentes repetidamente a partir de 1981; Francisco criou o serviço único CHARIS em 2019; Leão XIV dirigiu-se à Renovação em 30 de maio de 2026.[12] [14] [40] [49]
- Escala brasileira
- O próprio movimento alegou ~3,8 milhões de participantes brasileiros em 1994 e dezenas de milhares de grupos de oração hoje (autodeclarado, atribuído); a pesquisa da Pew de 2006 constatou que mais da metade dos católicos brasileiros adotam práticas carismáticas.[7] [32]
- Serviço internacional
- O ICCRO/ICCRS (estatutos aprovados em 1993) funcionou como o escritório de Roma até 2019, quando o CHARIS — instituído pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida por vontade expressa de Francisco — o substituiu; o Vaticano apresenta o CHARIS como um novo serviço, não uma fusão.[26] [40]
Cronologia
Principais acontecimentos em ordem cronológica. Uma marca ? indica datas ainda não verificadas com uma fonte primária.
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18951895/1903
Antecedentes (atribuídos, não adotados)Lucca, Itália / Roma
As cartas de Elena Guerra a Leão XIII
Elena Guerra (1835–1914), fundadora das Irmãs Oblatas do Espírito Santo, escreve treze cartas a Leão XIII entre 1895 e 1903 pedindo uma devoção renovada ao Espírito Santo; o registro enciclopédico liga esse apelo à encíclica de Leão XIII de 1897 'Divinum illud munus', que instituiu a novena ao Espírito Santo entre a Ascensão e o Pentecostes. Organismos do movimento — a Pentecost Today USA, o comitê nacional de serviço dos EUA, publica as cartas em inglês como recurso da Renovação — apresentam-na como precursora da Renovação; essa filiação é a leitura do próprio movimento, registrada como tal e não afirmada aqui. Uma outra alegação do movimento, a de que Leão XIII teria consagrado o século XX ao Espírito Santo entoando o 'Veni Creator' em 1º de janeiro de 1901, é deliberadamente NÃO registrada: é veiculada apenas por relatos do movimento e nenhum ato primário foi localizado.[56] [57]
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19011901/1906
Antecedentes (atribuídos, não adotados)Topeka / Los Angeles, EUA
Precursor protestante: o pentecostalismo moderno
A efusão de Topeka (1901) e o avivamento da Azusa Street (1906) dão início ao pentecostalismo moderno — contexto do movimento católico, não parte dele.[1]
- 5 décadas sem acontecimentos registados (1910–1959)
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1967
As origens da RenovaçãoComunidades e obrasAnn Arbor, Michigan, EUA
Fundação da comunidade Word of God
Ralph Martin, Stephen Clark, Jim Cavnar e Gerry Rauch fundam a Word of God — matriz das 'comunidades de aliança'.[6]
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19671967-02-17/19
As origens da RenovaçãoGibsonia, Pensilvânia, EUA
O Duquesne Weekend
Cerca de 25 estudantes do grupo Chi Rho da Duquesne University, em retiro em The Ark and the Dove, relatam experiências de batismo no Espírito Santo — o momento fundador da Renovação Carismática Católica. Alguns relatos populares dizem 17–18 de fevereiro; 17–19 é a datação consistente.[2] [3]
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19671967-03-05
As origens da RenovaçãoSouth Bend, Indiana, EUA
O movimento chega a Notre Dame
Duas semanas depois de Duquesne, nove pessoas — entre elas Kevin e Dorothy Ranaghan — oram pelo batismo no Espírito na University of Notre Dame; o primeiro encontro 'internacional' ocorre ali em 7–9 de abril, semente das conferências anuais de Notre Dame que atrairiam dezenas de milhares na década de 1970.[4] [5]
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1969 ?
O capítulo brasileiroCampinas, Brasil
Chegada ao Brasil (relato do movimento)
O jesuíta norte-americano Pe. Haroldo Rahm inicia os 'Cursos de Oração e Estudos sobre o Espírito Santo' em Campinas no segundo semestre de 1969 — a RCC Brasil cita uma experiência de 15–17 de agosto de 1969 com cerca de 60 jovens — e nasce o primeiro grupo de oração do Brasil. A literatura acadêmica diverge: Prandi data a expansão brasileira do movimento em meados dos anos 1970, enquanto Souza (2008), citando Prandi (1997) e Carranza (2000), escreve que a RCC 'chegou ao Brasil entre 1969 e 1970' com Rahm e Dougherty em Campinas; todas as datações são registradas.[7] [8] [9] [64]
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1972 ?
O capítulo brasileiroBrasil
Começa a difusão nacional
Rahm publica 'Sereis Batizados no Espírito', apresentando o 'pentecostalismo católico'; o Pe. Eduardo Dougherty SJ, ordenado em 1971, regressa ao Brasil e difunde retiros e grupos de oração por todo o país (relato do movimento).[7]
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1973 ?
O capítulo brasileiroCampinas, Brasil
Primeiro Congresso Nacional da RCC
Cerca de 50 lideranças se reúnem, com organização de Dougherty, Rahm e Ir. Juliette Schuckenbrock; um segundo congresso ocorre em Belo Horizonte em 1974 (relato do movimento). O perfil de filiadas do CNLB igualmente situa o primeiro congresso em meados de 1973 em Campinas e o segundo em janeiro de 1974.[7] [44]
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19741974-05-21/26
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19751975-05-19
Atos da hierarquiaRoma
Paulo VI: 'uma oportunidade para a Igreja'
No terceiro congresso internacional do movimento no Ano Santo — com uma Missa de Pentecostes em São Pedro no dia 18 de maio — Paulo VI, dirigindo-se aos participantes em francês no dia 19 de maio, pergunta: «Comment alors ce "renouveau spirituel" ne pourrait-il pas être une "chance" pour l'Église et pour le monde?» ('Como, então, poderia esta "renovação espiritual" não ser uma "oportunidade" para a Igreja e para o mundo?'). O discurso foi proferido em francês; no vatican.va as páginas em italiano e em inglês não trazem texto, e a página em francês contém o original autorizado.[12] [13]
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19781978-02-02
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1980
O capítulo brasileiroComunidades e obrasAtos da hierarquiaValinhos, Brasil
Associação do Senhor Jesus
O Pe. Eduardo Dougherty funda a Associação do Senhor Jesus: publicações, música e o programa de televisão 'Anunciamos o Senhor'. No mesmo ano, Raniero Cantalamessa OFMCap, pregador próximo da Renovação, é nomeado Pregador da Casa Pontifícia por João Paulo II — 1980 é confirmado pela biografia da Sala de Imprensa da Santa Sé ('nominato da Giovanni Paolo II Predicatore della Casa Pontificia nel 1980'), uma corroboração independente do que era uma datação apenas do CHARIS.[17] [18] [51] [19]
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19811981-05-07
Atos da hierarquiaRoma
João Paulo II recebe a conferência de dirigentes
O papa dirige-se à quarta conferência internacional de dirigentes da Renovação — a primeira das suas repetidas recepções.[14]
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19821982-07-09
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19821982/1983
Comunidades e obrasAnn Arbor, EUA / internacional
A federação Sword of the Spirit
Uma federação de comunidades de aliança nasce da Word of God (associação unificada em 1982, entidade internacional em 1983; 82 comunidades, 45 católicas, até 2017). Em 1990 a Word of God desfiliou-se da Sword of the Spirit — segundo a Wikipédia e a imprensa da época, na sequência de uma ordem do bispo Albert Ottenweller após uma revisão da governança da comunidade. A imprensa da época (Christianity Today, 16 de setembro de 1991; National Catholic Reporter, 18 de abril de 1997) descreveu práticas de 'heavy shepherding'/'discipulado'; em 1991 o cofundador Ralph Martin reconheceu que as disciplinas da Sword of the Spirit tinham sido 'um empreendimento imprudente' que foi 'especialmente prejudicial às mulheres' e 'fomentou o elitismo'. Uma facção liderada por Stephen Clark formou então uma comunidade separada que manteve a filiação à Sword of the Spirit. São críticas documentadas e uma retrospectiva do próprio fundador, identificadas como tais — não a caracterização deste site.[22] [6] [53] [54]
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1990
O capítulo brasileiroComunidades e obrasValinhos / Recife, Brasil
TV Século 21 e Obra de Maria
A associação de Dougherty lança o canal via satélite TV Século 21 (hoje Rede Século 21); em Recife, Gilberto Gomes Barbosa funda a comunidade Obra de Maria, voltada para peregrinações e missões.[23] [24] [25]
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19931993-09-14
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1994 ?
O capítulo brasileiroMedição e análiseBrasil
O boom brasileiro
A própria RCC Brasil estimou ~3,8 milhões de participantes em 1994 — um número autodeclarado, atribuído ao movimento.[7]
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19941994-11-27
Atos da hierarquiaO capítulo brasileiroBrasil
Documento 53 da CNBB
A conferência episcopal brasileira aprova por unanimidade as «Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica» (a 34ª reunião ordinária do Conselho Permanente, Brasília, 22 a 25 de novembro de 1994, discutiu, modificou e aprovou o texto por unanimidade; o texto tem data de 27 de novembro de 1994, 1º Domingo do Advento, e é assinado pelo Secretário-Geral, Dom Antônio Celso Queiroz — portanto 27 de novembro é a data do documento, não a da votação. O estudo começou na 32ª Assembleia Geral, em abril de 1994, e foi concluído após consulta a todas as dioceses e diálogo com a própria comissão nacional da RCC): reconhece os frutos do movimento ao mesmo tempo que impõe cautelas quanto à leitura da Bíblia, à liturgia, às práticas de cura e à relação com a Igreja particular — o principal documento de «freios» do episcopado. Nenhum documento posterior da CNBB o substituiu; nas reflexões dos 20 e dos 50 anos, comentaristas observam que o Doc. 53 permaneceu em vigor. O texto integral é publicado pelas Edições CNBB (a editora dos próprios bispos, edição digital); reproduções integrais gratuitas circulam por sites católicos e por um PDF espelhado. Lido no PDF integral espelhado nesta sessão. O artigo 21 prevê ainda que a coordenação nacional da RCC terá um bispo designado pela CNBB como seu Assistente Espiritual, que lhe dará acompanhamento e ajudará nas questões de caráter nacional «sem prejuízo da autoridade» do bispo diocesano — e o documento chama esse organismo de Coordenação Nacional (a apresentação diz Comissão Nacional), e não de Conselho Nacional, como o movimento o designa hoje.[28] [52] [29] [30]
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19951995-09-23
Disciplina e revisãoComunidades e obrasAtos da hierarquiaGaithersburg, Maryland, EUA
A Mother of God Community é submetida a avaliação
A Mother of God Community (Gaithersburg, Maryland; cujas origens remontam a um despertar de oração de 1966 entre leigas em Our Lady of Mercy, Potomac) é avaliada por instrução do cardeal James A. Hickey, arcebispo de Washington, que em 1994 ordenou tanto uma autoavaliação quanto uma avaliação externa. Segundo o registro enciclopédico, a avaliadora externa, Ir. Elizabeth McDonough, relatou que membros e ex-membros descreveram um controle excessivo por parte dos dirigentes da comunidade, incluindo casamentos arranjados e escrutínio das finanças dos membros. Em 23 de setembro de 1995 Hickey dirigiu-se à comunidade, chamando-a de 'um dom do Senhor' e afirmando ao mesmo tempo que leigos dentro dela 'tinham autoridade pessoal excessiva sobre a vida de outras pessoas', pedindo mudanças na liderança e a destruição das informações pessoais sobre os membros. Estas são as constatações da arquidiocese e da avaliadora, tal como relatadas, atribuídas — não a caracterização deste site. Um relatório de mineração da wave 10 deu a data do discurso como 25 de setembro e citou um bispo de 'Baltimore' chamado 'Nathan Hickey'; a fonte aqui consultada indica 23 de setembro, Washington, e James A. Hickey.[60]
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19981998-07/09
O capítulo brasileiroSão Paulo, Brasil
O álbum recordista do padre Marcelo Rossi
'Músicas para Louvar ao Senhor', gravado nas missas do jovem padre Marcelo Rossi e lançado pela PolyGram, vende mais de 3,3 milhões de cópias — o álbum mais vendido da história fonográfica brasileira — inaugurando a era das missas em estádios e dos meios de comunicação de massa carismáticos.[31]
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20062006-09-24/26
Disciplina e revisãoAtos da hierarquiaWashington DC / Roma
Emmanuel Milingo é excomungado
Emmanuel Milingo, arcebispo de Lusaka de 1969 a 1983 e internacionalmente conhecido por um ministério de cura e exorcismo, foi transferido para Roma em 1983 — segundo o registro enciclopédico, por causa do que foi descrito como uso inadequado do seu ofício de exorcismo e um papel na criação de divisões. Casou-se com Maria Sung em 2001, numa cerimônia presidida por Sun Myung Moon, da Igreja da Unificação, o que lhe valeu uma admoestação canônica pública do cardeal Joseph Ratzinger em julho de 2001. Em 24 de setembro de 2006 sagrou quatro homens casados como bispos sem mandato pontifício; a Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou a consequente excomunhão latae sententiae em 26 de setembro de 2006, e ele foi demitido do estado clerical em 17 de dezembro de 2009. Registrado porque o seu ministério carismático de cura fez dele uma figura amplamente citada na Renovação e em torno dela; os juízos canônicos são da Santa Sé, relatados como tais.[61]
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20062006-10
Medição e análiseO capítulo brasileiroEUA (pesquisa, 10 países)
Pew: um Brasil 'pentecostalizado'
A pesquisa 'Spirit and Power' do Pew Forum constata que os 'renewalists' representam cerca de metade da população do Brasil, e que mais da metade dos católicos brasileiros adotam elementos carismáticos (cura divina, glossolalia, louvor expressivo) — o enquadramento dos analistas como uma 'pentecostalização' do catolicismo brasileiro é deles, não do movimento.[32] [33]
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20082008-10/11
Atos da hierarquiaO capítulo brasileiroComunidades e obrasRoma
Canção Nova é reconhecida pela Santa Sé
O Pontifício Conselho para os Leigos reconhece a Canção Nova como associação internacional privada de fiéis (decreto ad experimentum; o reconhecimento definitivo vem depois — as datas são distintas).[46]
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20122012-02-22
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20142010s ?
Medição e análiseO capítulo brasileiroBrasil
A RCC e a política brasileira (relato dos analistas)
Cientistas sociais (Carranza e outros) descrevem o 'Ministério Fé e Política' da RCC — que apoia candidatos carismáticos, p. ex. o deputado federal Diego Garcia (eleito em 2014 e 2018) — como uma resposta ao crescimento político pentecostal; os estudos também registram um engajamento heterogêneo e internamente contestado. O enquadramento é dos pesquisadores, atribuído. O texto normativo do próprio movimento estabelece limites que o enquadramento dos analistas não descreve: a Instrução Normativa n.º 04/2021 do Conselho Nacional da RCC Brasil (20 de janeiro de 2021, revogando a IN 03/2019) regulamenta o ministério durante as eleições gerais e exige que os coordenadores do MFP, em todas as instâncias, não exerçam mandato eletivo, não ocupem cargo em comissão ou assessoria parlamentar e não integrem comissão executiva de partido — advertindo ainda os coordenadores contra «o risco de instrumentalização de sua função» para fins político-partidários. Ambos os relatos são registrados como seus autores os afirmam; nenhum é julgado aqui. O mesmo estudo revisado por pares descreve a estrutura do movimento como uma hierarquia leiga de coordenações em nível nacional, estadual e diocesano, cada uma amparada por um conselho, cabendo ao conselho nacional definir os projetos da RCC e acompanhar os grupos de oração que formam a sua base — e registra que o Ministério Fé e Política não está presente em todos os estados nem funciona de maneira uniforme onde existe, havendo discordâncias internas quanto à inserção eleitoral institucionalizada. Data de 2010 a primeira inserção carismática institucionalizada numa eleição no Paraná; os candidatos apoiados são nomeados no estudo e não são reproduzidos aqui.[34] [35] [36]
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20142014-11-13
Medição e análiseAmérica Latina (pesquisa)
Pew: católicos 'carismáticos' na América Latina
O Pew Research Center publica 'Religion in Latin America' (trabalho de campo de outubro de 2013 a fevereiro de 2014), relatando que uma mediana de 40% dos católicos da América Latina se descrevem como 'carismáticos'. A exposição relatada a práticas carismáticas na missa varia acentuadamente: maiorias na República Dominicana (77%), em Honduras (61%) e no Paraguai (60%) disseram ter presenciado tais práticas, enquanto maiorias no Uruguai (63%), na Argentina (61%) e em Porto Rico (60%) disseram que elas nunca ocorrem nas suas celebrações. O rótulo 'carismático' é da pesquisa e é autodeclarado; estes são números de uma pesquisa, não do movimento, e não são comparáveis com contagens de participação do movimento. Um relatório de mineração da wave 10 atribuiu a este estudo um número de 58% para o Brasil e cerca de 20% para a Argentina; nenhum dos dois foi confirmado na página do relatório consultada para esta entrada, e por isso nenhum é registrado.[58]
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20172017-06-03
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20192018-12-08/2019-06-09
Atos da hierarquiaRoma
CHARIS substitui o ICCRS
O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida institui o CHARIS (Catholic Charismatic Renewal International Service) por vontade expressa de Francisco; os seus estatutos entram em vigor no Pentecostes de 2019, quando o ICCRS e a Fraternidade Católica cessam atividades. O Vaticano insiste que se trata de um novo serviço, não de uma fusão. Francisco recebe os dirigentes em 8 de junho de 2019.[40] [41] [42]
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20222022-12-12
O capítulo brasileiroComunidades e obrasCachoeira Paulista, Brasil
Morte de Mons. Jonas Abib
O fundador da Canção Nova morre aos 85 anos.[15]
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2024
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20242024-10-20
Atos da hierarquiaAntecedentes (atribuídos, não adotados)Roma
Canonização de Elena Guerra
Elena Guerra, beatificada em 26 de abril de 1959 por João XXIII, é canonizada por Francisco em 20 de outubro de 2024. Relatos do movimento leem a canonização como reconhecimento de uma precursora da Renovação; a canonização é um ato documentado, a leitura da filiação é do movimento.[56]
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20262026-05-30
Atos da hierarquiaRoma
Leão XIV dirige-se à Renovação
Leão XIV — que acompanhou a Renovação durante o seu episcopado peruano — recebe a RCC/CHARIS, falando sobre o batismo no Espírito, o louvor, a comunhão e a missão; havia presidido à Missa de Pentecostes do Jubileu dos Movimentos em 8 de junho de 2025.[49] [50]
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Acontecimentos no mapa
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Lugares no mapa
- Lucca, Italy: 1 acontecimento, primeiro registo em 1895
- Rome, Italy: 10 acontecimentos, primeiro registo em 1895
- Los Angeles, California, USA: 1 acontecimento, primeiro registo em 1901
- Topeka, Kansas, USA: 1 acontecimento, primeiro registo em 1901
- Ann Arbor, Michigan, USA: 2 acontecimentos, primeiro registo em 1967
- Gibsonia, Pennsylvania, USA: 1 acontecimento, primeiro registo em 1967
- South Bend, Indiana, USA: 1 acontecimento, primeiro registo em 1967
- Campinas, Brazil: 3 acontecimentos, primeiro registo em 1969 ?
- Brazil: 4 acontecimentos, primeiro registo em 1972 ? nível de país, aproximado
- Mechelen (Malines), Belgium: 1 acontecimento, primeiro registo em 1974
- Cachoeira Paulista, Brazil: 2 acontecimentos, primeiro registo em 1978
- Valinhos, Brazil: 2 acontecimentos, primeiro registo em 1980
- Fortaleza, Brazil: 1 acontecimento, primeiro registo em 1982
- Recife, Brazil: 1 acontecimento, primeiro registo em 1990
- Gaithersburg, Maryland, USA: 1 acontecimento, primeiro registo em 1995
- São Paulo, Brazil: 1 acontecimento, primeiro registo em 1998
- Washington, DC, USA: 1 acontecimento, primeiro registo em 2006
- Rome — Circus Maximus: 1 acontecimento, primeiro registo em 2017
Difusão da Renovação — uma linha do tempo ramificada
Como a experiência de Duquesne de 1967 se espalhou: aos campi dos EUA em poucas semanas, ao Brasil no fim da década e — a partir do tronco brasileiro — para as novas comunidades que hoje definem a face pública do movimento. Os anos de bifurcação marcam a primeira fundação; a data da chegada ao Brasil é ela própria contestada e está sinalizada na figura.
- Duquesne Weekend (1967) — Cerca de 25 estudantes da Duquesne University relatam o batismo no Espírito Santo em The Ark and the Dove (Gibsonia, PA) em 17–19 de fevereiro de 1967 — o momento fundador da Renovação Carismática Católica.[2] [3]
- Campi dos EUA — Notre Dame / Ann Arbor (1967) — Em poucas semanas o movimento chega a Notre Dame (março de 1967, os Ranaghan) e, em Ann Arbor, é fundada a comunidade Word of God — a matriz das comunidades de aliança e das conferências anuais de Notre Dame.[4] [5] [6]
- Brasil — 1969 (movimento) vs. 1972 (difusão) (1969) — A chegada é contestada e registrada, não resolvida: a RCC Brasil data o primeiro grupo de oração do Pe. Haroldo Rahm em Campinas na segunda metade de 1969, e a difusão nacional pelo Pe. Eduardo Dougherty em 1972; a literatura acadêmica (Prandi) situa a decolagem brasileira em meados da década de 1970. A bifurcação é traçada na data de 1969 do movimento; a divergência está assinalada na figura.[7] [8] [9]
- Canção Nova (1978) — O Pe. (mais tarde Mons.) Jonas Abib funda a comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista — a futura potência midiática da Renovação brasileira.[15] [45]
- Associação do Senhor Jesus (1980) — O Pe. Eduardo Dougherty funda a Associação do Senhor Jesus (Valinhos): publicações, música e televisão.[17] [18]
- Comunidade Católica Shalom (1982) — Moysés Louro de Azevedo Filho abre a 'lanchonete evangelizadora' em Fortaleza — nascimento da comunidade Shalom (reconhecimento pontifício definitivo em 2012).[20] [21]
- Obra de Maria (1990) — Gilberto Gomes Barbosa funda a comunidade Obra de Maria em Recife, voltada para peregrinações e missões.[24] [25]
Arco institucional
Duas linhas institucionais paralelas. O serviço internacional passou do ICCRO ao ICCRS (estatutos em 1993) e ao CHARIS (2019) — a formulação do próprio Vaticano é que o CHARIS é um novo serviço, não uma fusão, mostrado aqui como um passo tracejado em vez de uma continuação. A linha das comunidades de aliança vai da Word of God (Ann Arbor, 1967) à federação Sword of the Spirit, da qual a Word of God se retirou em 1990.
Serviço internacional (o escritório de Roma)
Comunidades de aliança (internacional)
- Word of God Ann Arbor, 1967 — matriz das comunidades de aliança[6]
- Sword of the Spirit federação de comunidades de aliança, 1982/83[22]
- retirada em 1990 Word of God withdraws 1990[22] [6] [53] [54]A Word of God desfiliou-se da Sword of the Spirit em 1990; uma facção liderada por Stephen Clark manteve a filiação. A imprensa da época (Christianity Today 1991, National Catholic Reporter 1997) descreveu práticas de 'heavy shepherding'; o cofundador Ralph Martin (1991) chamou as disciplinas de 'um empreendimento imprudente' — crítica documentada, identificada como tal.
- retirada em 1990 Word of God withdraws 1990[22] [6] [53] [54]
- Sword of the Spirit federação de comunidades de aliança, 1982/83[22]
Qual é o tamanho da Renovação? — números contestados
Duas perguntas diferentes, dois métodos diferentes. O movimento conta os seus próprios participantes; a Pew pesquisa toda a população. Ambas dizem respeito a 'qual é o tamanho da Renovação brasileira', mas não são a mesma medição — por isso cada série mantém o seu próprio eixo, a sua própria unidade e o seu próprio rótulo de fonte, e elas nunca são empilhadas numa única escala.
Estas séries usam unidades diferentes (participantes em números absolutos vs. proporção de uma população) e métodos diferentes (autodeclaração do movimento vs. pesquisa externa). São apresentadas em eixos separados e não são diretamente comparáveis — só as suas fontes tornam qualquer um dos números significativo.
Figuras-chave
Ralph Keifer and William Storey
Keifer d. 1987 · EUA
Professores leigos em Duquesne; entre os primeiros católicos 'batizados no Espírito' (janeiro–fevereiro de 1967); Storey levou o movimento a Notre Dame.[3] [4]
Patti Gallagher Mansfield
EUA
Estudante presente no Duquesne Weekend e seu memorialista ('As by a New Pentecost'); referência viva do movimento.[2]
Kevin and Dorothy Ranaghan
EUA
Casal de Notre Dame; autores de 'Catholic Pentecostals' (1969); organizadores das conferências nacionais.[4]
Léon-Joseph Suenens
1904–1996 · Bélgica
Cardeal-arcebispo de Malines-Bruxelas; patrono episcopal do movimento; convocador dos Documentos de Malines (1974–).[10]
Raniero Cantalamessa OFMCap
b. 1934 · Itália
Pregador da Casa Pontifícia de 1980 a 2024, nomeado por João Paulo II — o ano é confirmado pela biografia da Sala de Imprensa da Santa Sé, independentemente das fontes do próprio movimento (criado cardeal em 2020); a voz teológica mais próxima da Renovação.[51] [19]
Haroldo Rahm SJ
1919–2024 · EUA/Brasil
Jesuíta texano; iniciador da Renovação brasileira (Campinas, 1969, segundo o relato do movimento); fundador das fazendas de recuperação Fazenda do Senhor Jesus; morreu em 2024.[47] [48]
Eduardo Dougherty SJ
b. 1941 · EUA/Brasil
Jesuíta nascido em Nova Orleans; codifusor da Renovação no Brasil a partir de 1972; fundador da Associação do Senhor Jesus (1980) e da Rede Século 21 (1990).[17]
Jonas Abib
1936–2022 · Brasil
Sacerdote de formação salesiana, mais tarde monsenhor; fundador da Canção Nova (1978); morreu em 12 de dezembro de 2022, aos 85 anos.[15]
Marcelo Rossi
b. 1967 · Brasil
Padre de São Paulo; detentor do álbum recordista de todos os tempos no Brasil (1998); rosto da onda carismática nos meios de comunicação de massa.[31]
Moysés Azevedo and Gilberto Barbosa
Brasil
Fundadores leigos brasileiros das novas comunidades Shalom (Fortaleza, 1982) e Obra de Maria (Recife, 1990).[20] [24]
Michelle Moran, Pino Scafuro and Jean-Luc Moens
Reino Unido / Itália / Bélgica
Moran: presidente do ICCRS até 2017; Moran e Scafuro foram encarregados por Francisco em 2016 de conceber o serviço único; Moens: primeiro moderador do CHARIS (2019); Scafuro: moderadora ad interim desde 7 de maio de 2021.[19] [43]
Elena Guerra
Itália
Religiosa italiana de Lucca (1835–1914), fundadora das Irmãs Oblatas do Espírito Santo; escreveu treze cartas a Leão XIII entre 1895 e 1903 pedindo uma devoção renovada ao Espírito Santo. Beatificada em 26 de abril de 1959 por João XXIII; canonizada em 20 de outubro de 2024 por Francisco. Organismos do movimento apresentam-na como precursora da Renovação — leitura deles, registrada como tal.[56] [57]
Francis MacNutt
EUA
Sacerdote dominicano (1925–2020), destacado no ministério de oração de cura da Renovação desde o final da década de 1960. Deixou a Ordem Dominicana para se casar em fevereiro de 1980; recebeu uma dispensa em 1993, quando o casamento foi celebrado na igreja. Morreu em 12 de janeiro de 2020, aos 94 anos. Um relatório da wave 10 situou o seu batismo no Espírito num retiro no Tennessee em 1967; esse detalhe não está confirmado e não é registrado.[62]
Michael Scanlan TOR
EUA
Franciscano (1931–2017); presidente do College of Steubenville — mais tarde Franciscan University of Steubenville — a partir de 1974 por 26 anos, depois chanceler, e figura de proa do movimento norte-americano de comunidades de aliança carismáticas, com funções na Word of God e na Sword of the Spirit. Segundo o registro enciclopédico, dirigiu a comunidade Servants of Christ the King até lhe ser pedido que se afastasse em 1991, em meio a preocupações sobre o controle da vida pessoal dos membros — crítica atribuída, não a caracterização deste site. Morreu em 7 de janeiro de 2017, aos 85 anos.[63]
Organizações relacionadas
Desambiguação e nuances
A Renovação situa-se em várias fronteiras contestadas; estes cartões as mantêm claras.
RCC ≠ pentecostalismo protestante
O movimento partilha práticas (glossolalia, cura, louvor) mas é católico — sacramental, mariano, em comunhão com Roma, com recepções papais explícitas de Paulo VI (1975) a Leão XIV (2026). A leitura da 'pentecostalização do catolicismo' é um enquadramento de sociólogos (Prandi, Pew), não uma autodescrição. Narradores simpatizantes traçam a linha de outro modo, e essa divergência é ela própria um dado: a reportagem de 50º aniversário da CBN (The 700 Club, uma emissora pentecostal-carismática protestante) conta uma única história contínua movida pelo Espírito, que vai das cartas de Elena Guerra a Leão XIII, passando pela efusão de 1901 no Kansas e pelo avivamento da Azusa Street, até Duquesne em 1967 — apresentando as origens pentecostais como parte da mesma história de família e não como contexto. Uma outra leitura acadêmica complica a fronteira em sentido inverso: Oro e Alves (Religião e Sociedade 33(1), 2013) argumentam que, nos últimos anos, a RCC passou a funcionar também como ponto de aproximação entre católicos e pentecostais — repertório compartilhado e encontros conjuntos como o 1º Encontro de Irmãos Evangélicos e Católicos (Lavrinhas, São Paulo, 30 de abril a 1º de maio de 2008), patrocinado pela TV Canção Nova e organizado pela comissão episcopal da CNBB para o ecumenismo. Eles retomam ainda a periodização de Carranza para a implantação do movimento na América Latina em três fases: fundacional (anos 1960–70), social e cultural (anos 1980–90, uma rotinização do carisma) e midiática (a partir dos anos 2000, uma «opção preferencial pela cultura midiática»). Ambos os enquadramentos são dos pesquisadores, atribuídos.[12] [9] [32] [59] [37]
RCC vs. Teologia da Libertação / CEBs
A leitura de que a Renovação 'concorreu' com as comunidades de base e representou uma 'renovação conservadora' (o título do estudo de Prandi) pertence a comentaristas acadêmicos; o movimento descreve-se como complementar à Igreja local. O lado da teologia da libertação dessa história está no projeto irmão tl.[9] [37]
Carismático ≠ automaticamente conservador na política
Existe um 'Ministério Fé e Política' e existem candidatos ligados à RCC, mas os estudos de caso mostram um engajamento heterogêneo e internamente contestado — sempre atribuído aos analistas.[34]
Referências
64 fontes · 64 com cópia no Internet Archive. As fontes abrangem o espectro de perspectivas de forma deliberada; afirmações controversas são atribuídas aos seus autores.
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- Catholic Charismatic Renewal — Duquesne University library guide · 🗄 arquivado 2026-05-23
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- Rede Século 21 · 🗄 arquivado 2026-07-06
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- Canção Nova — Reconhecimento Pontifício · 🗄 arquivado 2026-03-09
- Nota de falecimento — Padre Haroldo Rahm (RCC Brasil, 2024) · 🗄 arquivado 2019-12-06
- Morre Padre Haroldo Rahm (Canção Nova Notícias, 2024) · 🗄 arquivado 2026-08-03
- Leo XIV — Address to the Charismatic Renewal (30 May 2026) · 🗄 arquivado 2026-06-05
- Pope Leo to the Charismatic Renewal: the Spirit leads to communion (May 2026) · 🗄 arquivado 2026-05-31
- CANTALAMESSA Card. Raniero, O.F.M. Cap. — biographical note ('nominato da Giovanni Paolo II Predicatore della Casa Pontificia nel 1980') · 🗄 arquivado 2025-11-15
- Orientações pastorais sobre a Renovação Carismática Católica (CNBB, 27.11.1994) — full text reproduction · 🗄 arquivado 2026-07-20
- Charismatic Communities Split by Controversy (16 September 1991) · 🗄 arquivado 2026-07-20
- Communities falter under heavy hands (18 April 1997) · 🗄 arquivado 2025-03-27
- People of Praise · 🗄 arquivado 2026-07-11
- Elena Guerra · 🗄 arquivado 2026-07-04
- Letters of Blessed Elena Guerra to Leo XIII — English translation (PDF) · 🗄 arquivado 2025-07-15 o comitê nacional de serviço da Renovação Carismática Católica nos Estados Unidos — fonte do movimento, simpatizante; história contada de dentro
- Religion in Latin America: Widespread Change in a Historically Catholic Region (13 November 2014; fieldwork Oct 2013 – Feb 2014) · 🗄 arquivado 2026-07-25
- Fifty Years of the Catholic Charismatic Movement: 1967-2017 (Cheryl Wilcox) — print companion to the 700 Club segment · 🗄 arquivado 2023-09-22 emissora protestante (pentecostal-carismática) cobrindo um movimento católico; perspectiva externa simpatizante, não desinteressada (seu próprio círculo fundador aparece na história)
- Mother of God Community · 🗄 arquivado 2026-03-24
- Emmanuel Milingo · 🗄 arquivado 2026-07-06
- Francis MacNutt · 🗄 arquivado 2025-12-30
- Michael Scanlan (priest) · 🗄 arquivado 2026-02-21
- André Ricardo de Souza — As Investidas Católicas na Mídia (REVER, set. 2008, pp. 27–45) · 🗄 arquivado 2024-05-30