Tariqa Maryamiyya
Olavo de Carvalho leva um grupo de brasileiros a Bloomington, é iniciado (adotando o nome Sidi Muhammad Ibrahim, segundo o blog documental crítico, corroborado em linhas gerais por Sedgwick) e é nomeado [[muqaddam]] no Brasil sob a orientação de Martin Lings — descrita como a primeira tariqa trazida ao Brasil por brasileiros. As fontes dividem-se entre 1986 e 1987 para a fundação: 1986 é o ano dado pela hostil série Jardim — e a situação de si próprio nos Estados Unidos em 86, em primeira pessoa, abaixo, é compatível com ele —, enquanto fontes terciárias brasileiras dão 1987. O resumo publicado de Sedgwick situa o episódio brasileiro apenas nos anos 1980 e 1990, sem indicar ano, e o texto integral do artigo da Aries 21:2 continua sendo o documento de que se espera a resposta. A nota necrológica posterior de Sedgwick (28 jan. 2022) chama-o de “briefly a Maryami and the [[khalifa]] of Frithjof Schuon in Brazil”, ao passo que este conjunto de dados e as fontes brasileiras dizem [[muqaddam]]; os dois títulos são distintos e a divergência fica registrada, não resolvida. O relato datado do próprio Carvalho, no Curso Online de Filosofia, acrescenta uma quarta voz a este registro sem encerrá-lo. Na aula 094 (12 de fevereiro de 2011) ele disse que, tão logo entrou na tariqa de Schuon, foi imediatamente nomeado seu [[muqaddam]] — que glosou como o representante da organização para o Brasil —, que não havia pedido o cargo e estranhou a rapidez da nomeação, e que a ordem passou então suas instruções a outro homem, criando um conflito de autoridade que ele descreveu como desonesto. Na aula 033 (21 de novembro de 2009) ele disse que, à época dos ensaios reunidos em Universalidade e Abstração (1983), era um aspirante que depois se tornou membro, que escrevia à maneira do círculo das Études Traditionnelles para agradar ao xeique, e que foi aceito na primeira tentativa enquanto outros vinham tentando anualmente havia doze anos. Sua autodescrição como [[muqaddam]] concorda com este conjunto de dados e com as fontes brasileiras, e não com a nota necrológica de Sedgwick, que diz [[khalifa]]; a autodeclaração de um participante não julga uma fonte acadêmica, e a divergência permanece registrada em vez de resolvida. Duas outras aulas datadas dizem respeito ao modo como ele entrou na ordem. Na aula 206 (1º de junho de 2013) ele disse que em 86 esteve nos Estados Unidos pela primeira vez e que ali conheceu Whitall Perry — uma situação de si próprio no país, em primeira pessoa, no ano que a série Jardim dá, embora nessa passagem ele não nomeie nem Bloomington nem a iniciação. Na aula 279 (17 de janeiro de 2015) ele descreveu o caminho de entrada: chegou à tariqa de Schuon primeiro por intermédio do autor budista Marco Pallis, e depois Rama P. Coomaraswamy — a quem chamou de teólogo católico tradicionalista e segundo colaborador mais próximo de Schuon — pô-lo em contato com ela; a razão que declarou para ter entrado foi a ordem ser multiconfessional, de modo que pertencer a ela não o comprometeria com outra religião. Sua própria entrada é autodeclaração e é aceita como tal; o que ele diz ali sobre Pallis e sobre Coomaraswamy é uma afirmação sobre terceiros, registrada como atribuída e, no caso de Coomaraswamy, contra Sedgwick e não a favor dele. Nada disso é citado textualmente: o texto do corpus é uma transcrição comunitária não conferida com o áudio.